Câncer de esôfago

O que é
Tipo de câncer no tubo que liga a garganta ao estômago e que pode ter duas linhagens, adenocarcinoma ou carcinoma espino-celular (CEC). O primeiro geralmente fica no terço mais inferior do esôfago e o CEC nos terços médio e superior. Ambos iniciam com acometimento local, proliferando para o interior do esôfago, invadindo órgãos ao redor, disseminando para gânglios linfáticos vizinhos à lesão ou para outros órgãos à distância (chamado de metástases).

Sintomas
Na fase inicial não há sintomas, apenas quando a doença evolui, trazendo dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite.
O impedimento de engolir costuma sinalizar a doença em estado avançado e progride de alimentos sólidos até pastosos e líquidos. A perda de peso pode chegar até 10% do peso corporal.

Fatores de risco
Carcinoma espino-celular (CEC): tabagismo e consumo de álcool. Outro fator é a ingestão de produtos cáusticos (soda cáustica, por exemplo) e, recentemente, foi listado o consumo regular de bebidas quentes (acima de 65ºC).
Adenocarcinoma: a obesidade e o refluxo gastro-esofágico crônico com alteração do tecido do esôfago inferior.

Diagnóstico
É feito através da endoscopia digestiva (exame de imagem que investiga o interior do tubo digestivo), de estudos citológicos (das células) e de métodos com colorações especiais. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura atingem 98%. Na presença de disfagia (dificuldade de engolir) para alimentos sólidos é recomendado estudo radiológico contrastado e também endoscopia com biópsia ou citologia para confirmação.

Tratamento
Cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinadas, de acordo com a avaliação médica. Na maioria dos casos, a cirurgia está indicada. Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode ser unicamente paliativo (sem finalidade curativa), através de quimioterapia ou radioterapia. Nesse conjunto também podem ser realizadas dilatações com endoscopia, colocação de próteses autoexpansivas (para impedir o estreitamento do esôfago) e braquiterapia (radioterapia com sementes radioativas).

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