Arteriosclerose

O que é
O endurecimento de uma artéria, ou seja, uma série de lesões na parede da artéria que aparece com o avançar da idade.

Arteriosclerose

Causas
São atreladas a fatores de risco: idade (faixa de 50 a 70 anos), sexo (principalmente, no sexo masculino, pois as mulheres são “protegidas”, desviando suas gorduras sanguíneas para a produção de estrogênio – mas essa “proteção” desaparece após a menopausa), hiperlipidemia (indivíduos que têm altos níveis de colesterol), tabagismo, hipertensão (a pressão alta provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial), sedentarismo (a atividade física reduz os níveis de colesterol e favorece a circulação) e histórico familiar.

Tipos
– Arteriosclerose Senil (quase sempre está junta com a de Monckberg): há alterações das fibras elásticas (criam tecido fibroso) e atrofia das células musculares. Este processo, que já é bem nítido aos 40/50 anos, provoca perda de elasticidade e aumento da pressão arterial. Se a arteriosclerose senil não for tratada, fica mais rígida e corrugada num processo semelhante aos fenômenos degenerativos que ocorrem em outros tecidos.

– Arteriosclerose de Monckberg (quase sempre aparece juntamente com a senil): atinge, principalmente, as artérias periféricas e superficiais. É caracterizada por necrose e calcificação da camada média muscular, lesões que podem existir sem ocasionar alteração circulatória, por não provocar nenhuma obstrução nem a formação de aneurismas.

– Aterosclerose: atinge as artérias de grande e médio calibre (coronárias, carótidas e membros inferiores) e vem acompanhada de depósitos de gordura, colesterol e cálcio. Ela pode levar a oclusão do vaso e se manifesta em 10% da população acima de 50 anos. O seu desenvolvimento é lento e progressivo e apresenta os primeiros sintomas após comprometer 75% da artéria. Nessa situação, favorece síndromes isquêmicas graves (como infarto do miocárdio, ictus cerebral, gangrena de membros etc.).

Sintomas
Caso as artérias atingidas sejam as coronárias (do coração), a arteriosclerose leva a dor cardíaca durante esforço (angina de peito) ou o enfarte. No caso das carótidas (artérias do pescoço), produz perturbações visuais, paralisias transitórias e desmaios ou derrame (acidente vascular encefálico). Quando são as artérias ilíacas e femorais (artérias de membros inferiores) gera claudicação intermitente (dor nas pernas ao caminhar), queda de pêlos, atrofias na pele, nas unhas e nos músculos musculares e até mesmo impotência e gangrena.

Diagnóstico
Feito por meio de exame físico com apalpação dos pulsos arteriais, exames laboratoriais, eletrocardiograma, ultrassonografia, exame Doppler e arteriografia.

Tratamento
Consiste na mudança de estilo de vida, basicamente adotando alimentação equilibrada e atividade física regularmente.