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Anorexia nervosa

O que é
Um transtorno caracterizado por perda de peso intencional, induzido e mantido pelo paciente, que pode provocar problemas psiquiátricos graves. Está associada à baixa autoestima e possui como principal característica a recusa em se alimentar regularmente. O anoréxico geralmente se acha gordo ou tem um medo incontrolável de engordar. Por isso, controla obsessivamente a quantidade de comida.

Tipos
Tipo Restritivo: O paciente restringe a ingestão de alimentos ou passa longos períodos em jejum como forma de emagrecer.
Tipo Purgativo: Neste caso, o paciente alterna momentos de compulsão por comida seguidos por métodos purgativos (indução de vômito, uso de laxantes ou diuréticos). Às vezes essa compensação inadequada é notada mesmo em casos em que há apenas ingestão de uma pequena quantidade de alimentos.

Causas
O transtorno alimentar resulta de um conjunto de fatores que atuam sobre um indivíduo. A maioria, porém, decorre de uma inserção cultural que preza pelo culto à beleza física, quase sempre associada à magreza. Problemas de relacionamento com a família ou amigos e dificuldades afetivas também possuem uma grande carga negativa no lado psicológico de qualquer pessoa. Juntamente com os outros fatores, pode desencadear o transtorno alimentar. Fatores biológicos como variações na química do cérebro também podem contribuir para tornar uma pessoa mais propensa à doença.

Quem acomete mais
90% dos casos são mulheres adolescentes e jovens (entre 12 e 20 anos), mas já vem aumentando entre os homens. Os casos acontecem com mais freqüência em classes sociais mais elevadas e depois de uma dieta de emagrecimento ou por competição em profissões que exigem muita magreza (como modelo e bailarina). O índice de mortalidade chega até 20% nos pacientes que atingem um grau extremo da desnutrição.

Sintomas
– Preocupações com alimentação (controle rigoroso de valor calórico) e com peso tornam-se obsessões;
– Perda brusca de peso em curto espaço de tempo (nos casos mais graves o índice de massa corpórea chega a ser inferior a 17) – anoréxicas com 42 kg são consideradas de peso bom, freqüentemente o peso chega a 36, 32, 28 kg ou menos;
– Ausência de ciclo menstrual (amenorréia) e regressão das características femininas;
– Atividade física intensa e exagerada;
– Depressão, síndrome do pânico, ansiedade, irritabilidade e comportamentos obsessivo-compulsivos;
– Visão distorcida do próprio corpo (embora extremamente magros, os doentes se julgam com excesso de peso);
– Isolamento da família e dos amigos;
·Pele extremamente seca e coberta por lanugo (pêlos parecidos com a barba de milho).
– Hipotermia (temperatura abaixo de 35 C);
– Edema (inchaço);
– Bradicardia (coração bate mais lentamente);
– Hipotensão (pressão arterial abaixo do normal);
– Intolerância ao frio.

Complicações
A anorexia traz complicações para o corpo todo do paciente. As principais são:

  • Cérebro e nervos: a pessoa não consegue pensar de modo claro, oscilação de humor, medo de ganhar peso, irritabilidade, memória ruim, desmaios e mudança na química do cérebro;
  • Cabelo: o cabelo afina e torna-se quebradiço;
  • Coração: baixa pressão sanguínea, diminui o ritmo das batidas do coração, coração fica palpitante, parada cardíaca;
  • Sangue: anemia e outros problemas sanguíneos;
  • Músculos e juntas: músculos fracos, juntas inchadas, fraturas e osteoporose;
  • Rins: pedra nos rins, falência dos rins;
  • Líquidos do corpo: queda de potássio, magnésio e sódio;
  • Intestino: constipação e estufamento;
  • Hormônios: suspensão da menstruação, perda de massa óssea, problema de crescimento. Se grávida, tendo um alto risco de perder o bebê ou ter um bebê com peso de nascimento muito baixo e depressão pós-parto;
  • Pele: fica com equimoses facilmente, pele seca, crescimento de finos cabelos ao longo de todo o corpo, pele fica fria rapidamente, pele amarela, unhas quebradiças.

Diagnóstico

Considera-se doente quem está entre 10% a 15% abaixo do peso médio correspondente à idade, sexo e altura. De qualquer forma, deve-se ficar atento à privação de alimentos, mesmo que a pessoa ainda esteja dentro do peso, porque o hábito pode levar à patologia.

Tratamento
É prolongado e busca a recuperação do peso corporal por meio de uma reeducação alimentar com apoio de uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatra, psicólogo, clínico (ou pediatra) e nutricionista haja vista a complexa interação de problemas fisiológicos e emocionais nos transtornos alimentares. Não há medicação específica, mas antidepressivos entram em cena se houver persistência de sintomas de depressão após a recuperação do peso corporal. Se o médico avaliar que o paciente está em risco iminente de vida pode também requerer a hospitalização.

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