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Cálculos biliares

O que são
Pequenas pedras de material sólido que se formam na vesícula biliar – órgão localizado no lobo inferior direito do fígado onde a bile se concentra e de onde é lançada para auxiliar na digestão das gorduras.
A bile consiste na mistura de várias substâncias (como colesterol, sais biliares e fosfolipídeos) e quando sofre uma modificação química ou de quantidade começa a formar os cálculos. Estes vão crescendo pelo acúmulo de novas camadas, podendo ser tão pequenos como simples grãos de areia ou assumir dimensões suficientes para ocupar toda a vesícula.
Há dois tipos de pedras: pigmentadas de negro (ação das bilirrubinas) e amareladas (focos de colesterol), que são mais comuns, manifestando-se em cerca de 80% dos casos. Por sinal, vale esclarecer que a formação do cálculo de colesterol não tem nenhuma ligação com as taxas de colesterol no sangue.

Causas 
Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula: dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras; vida sedentária que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol); diabetes; obesidade; hipertensão (pressão alta); fumo; uso prolongado de anticoncepcionais; elevação do nível de estrogênio (o que explica a incidência maior de cálculos biliares nas mulheres) e predisposição genética.

Sintomas
Alguns cálculos podem ser assintomáticos, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdome que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas – as cólicas biliares. A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre, náusea, vômito e coloração amarelada na pele e nos olhos.

Diagnóstico
É confirmado pela ultra-sonografia abdominal com um índice de acerto de 95 a 99% dos casos.

Tratamento
Pode ser feito à base de medicamentos que diluem o cálculo se ele for constituído apenas por colesterol. Outra possibilidade terapêutica é o tratamento por ondas de choque (chamada de litotripsia) para destruição dos cálculos. Nos outros casos, a indicação é a cirurgia por laparoscopia (a vesícula é retirada juntamente com as pedras). Este último procedimento dura de duas a quatro horas, dependendo da anatomia do paciente, e requer poucos dias de internação hospitalar. Os cortes têm apenas meio centímetro e a recuperação no pós-operatório é bem mais rápida. Normalmente, a melhora no pós-cirúrgico é gradual e constante e em três ou quatro semanas é possível voltar às atividades normais. O único cuidado nos primeiros dias é com a alimentação que deve ser controlada com refeições leves.
Com a retirada da vesícula biliar, o próprio fígado assume a tarefa de enviar a bile para colaborar na digestão.

Prevenção
Ainda não foram determinadas maneiras para prevenir a formação dos cálculos biliares, porém algumas recomendações são importantes:
– Adote uma dieta rica em fibras e com pouca gordura;
– Evite longos períodos de jejum;
– Mantenha o peso ideal, evitando a obesidade;
– Pratique atividades físicas;
– Largue o cigarro;
– Realize exames de ultra-sonografia abdominal sempre que necessário;
– Consulte um especialista após os 40 anos de idade, principalmente se há casos de pedra na vesícula na família.

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