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Complicações do diabetes

Após muitos anos, o diabético pode ter complicações se o nível de açúcar no sangue não for bem controlado. O excesso pode causar danos em diversos tecidos do corpo – grande parte das complicações está relacionada a problemas nos vasos sanguíneos que, além de conterem a glicose, levam nutrientes e recolhem toxinas dos tecidos corporais. Esses vasos podem ser bloqueados ou danificados pela glicose em excesso, o que causa danos nos órgãos que irrigam. A glicemia de jejum considerada normal é 100 mg/dl, até 126 mg/dl ela está alterada e acima de 126mg/dl há o diagnóstico de diabetes.

Sistema cardiovascular
A maior parte dos problemas cardiovasculares ligados a diabetes tem relação com a obstrução parcial ou total das artérias. As altas glicemias aceleram a aterosclerose (endurecimento das artérias) e a deposição de gorduras nas paredes dos vasos sanguíneos.
O diabetes aumenta o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e doença vascular periférica. A doença tem sido vista como um equivalente de doença coronariana, e por outro lado, muitos portadores de doença cardiovascular, se investigados, apresentam diabetes ou seus estágios pré-clínicos (antes de apresentar sintomas), especialmente intolerância à glicose.
Pacientes com diabetes tipo 2 têm um risco de mortalidade por doença cardiovascular de 2 a 4 vezes maior do que nos não diabéticos. Além disso, a doença ocorre mais precocemente e é mais grave nos diabéticos. Sua prevalência chega a 55% entre adultos diabéticos em comparação com 2 a 4% na população geral.
Os problemas cardiovasculares associados ao diabetes podem aumentar também problemas na circulação periférica, que dificultam a cicatrização de feridas e fornecimento de nutrientes para as extremidades do corpo e podem chegar a causar amputação de membros por necrose.

Pés
O pé diabético é uma das complicações mais temidas entre os pacientes. Ela é decorrente da associação de neuropatia periférica sensitivo-motora (falta de sensibilidade e problemas no movimento das extremidades), doença vascular periférica (problemas na circulação sanguínea), úlceras nos pés, artropatia de Charcot (problemas nas articulações e ossos causados pela perda de sensibilidade) e infecções.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define o “pé diabético” como situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus. O exame clínico regular é fundamental para a prevenção do pé diabético, que pode ser causa de amputações caso não seja tratado em tempo.

Sistema Nervoso
A neuropatia diabética (ND) é a complicação que afeta as células nervosas, inclusive os nervos periféricos. Ela é diagnosticada quando há sinais ou sintomas do mau funcionamento e são excluídas outras causas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), em alguns casos, a ND está também associada à lesão de fibras nervosas grossas, com alterações na sensação vibratória e perda da sensibilidade protetora dos pés. É comum também que, com a presença de neuropatia, existam alterações biomecânicas dos pés, que evoluem com deformidades e alterações nos pontos de pressão na planta do pé, aumentando a chance de feridas e ulcerações nos pés. Por isso a neuropatia é um fator de risco para o desenvolvimento do pé diabético.
A doença afeta ainda células do sistema nervoso central, que controlam o funcionamento do sistema nervoso autônomo, responsável pelos órgãos que não são conduzidos conscientemente. A neuropatia autonômica diabética é classificada em subclínica (sem sintomas) ou clínica (com sintomas) e o tratamento, em geral, é difícil. O mau controle do metabolismo e a ocorrência de fatores de risco cardiovascular (como obesidade e colesterol alto, por exemplo) parecem estar associados a seu desenvolvimento.
Os danos podem atingir o sistema digestivo (funcionamento mais lento, falta de apetite, náuseas e constipação), urinário (perda de sensação da bexiga cheia e dificuldade para esvaziá-la completamente), reprodutor (impotência em homens e falta de lubrificação em mulheres), além disso, pode haver alterações no controle da pressão arterial, do coração (dificuldade para acelerar e desacelerar os batimentos), e do suor (excesso ou falta de sudorese).

Olhos
O diabetes também pode lesar os vasos sanguíneos nos olhos, causando problemas de visão ou até cegueira. Os problemas podem incluir: catarata, retinopatia diabética, glaucoma e edema macular.

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