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Depressão

O que é
A depressão afeta o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidos, porém o público feminino é duas vezes mais acometido do que o masculino. Em crianças e idosos, a doença tem características particulares e também é freqüente.

Estatística
Quem já teve um episódio de depressão no passado corre 50% de risco de repeti-lo. Em caso de dois quadros, a probabilidade de recidiva pode chegar a 90%; e se tiverem sido três episódios, a chance de acontecer o quarto ultrapassa 90%.

Como identificar
Nem sempre é fácil detectar os acontecimentos que levaram a pessoa a ter um transtorno depressivo. Há ainda as reações depressivas normais e de ajustamento depressivo nas quais é fácil localizar o evento desencadeador (crises e separações conjugais, morte na família, climatério etc.).
Até um terço dos casos estão associados a condições médicas como câncer, dores crônicas, doença coronariana, diabetes, epilepsia, infecção pelo HIV, doença de Parkinson, derrame cerebral, doenças da tireóide e outras. Diversos medicamentos de uso continuado também podem provocar quadros depressivos. Entre eles estão os anti-hipertensivos, as anfetaminas (incluídas em diversas fórmulas para controlar o apetite), os benzodiazepínicos, as drogas para tratamento de gastrites e úlceras (cimetidina e ranitidina), os contraceptivos orais, cocaína, álcool, antiinflamatórios e derivados da cortisona.

Causas
A doença se manifesta em razão da união de fatores como a constituição da pessoa, a genética e as reações neuroquímicas (neurotransmissores cerebrais) com fatores ambientais, sociais e psicológicos como o estresse.

Diagnóstico
Na depressão a intensidade do sofrimento é intenso, dura a maior parte do dia, por pelo menos duas semanas, é difícil explicar a causa e a pessoa tende a se isolar. O mais importante é saber como ela se sente, como continua organizando a sua vida – trabalho, cuidados domésticos, com higiene, alimentação e vestuário – e como está se relacionando com outras pessoas a fim de diagnosticar a doença e iniciar um tratamento médico eficaz.

Sintomas
O indivíduo deprimido costuma sentir-se triste e desesperançado, desanimado e abatido. Porém, em muitos casos as pessoas negam a existência de tais sentimentos que podem aparecer de outras maneiras como raiva persistente, ataques de ira ou tentativas constantes de culpar os outros ou inúmeras dores pelo corpo sem causas médicas que as justifiquem.
Pode ocorrer ainda uma perda de interesse por atividades antes consideradas prazerosas como encontros sociais e esportes. Geralmente, a alimentação se altera, podendo haver diminuição ou aumento do apetite.
Em relação ao sono pode ocorrer insônia (dificuldade para começar a dormir, acordar no meio da noite ou muito mais cedo que o seu habitual) ou hipersônia (sono diurno excessivo). São comuns sentir ainda sensação de diminuição de energia, cansaço e fadiga injustificáveis por algum outro problema físico.

Pensamentos freqüentes
A pessoa considera-se sem valor, culpa-se demais e sente-se fracassada até por acontecimentos do passado, além de ter dificuldade para pensar e tomar decisões corriqueiras e apresentar falhas de concentração.
O doente pensa muito em morte – de conhecidos ou na sua própria morte. Muitas vezes há um desejo suicida, razão pela qual a depressão é uma das principais causas de suicídio, principalmente em pessoas solitárias.

Tratamento
É indispensável uma visita ao médico para prescrição de remédios e acompanhamento. A psicoterapia também ajuda a controlar casos leves ou moderados de depressão. O método oferece a vantagem teórica de não empregar medicamentos e diminuir o risco de recidiva do quadro, desde que a pessoa aprenda a reconhecer e lidar com os problemas que a conduziram a ele. A grande desvantagem, no entanto, está na lentidão e imprevisibilidade da resposta.

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