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Doença celíaca

O que é
Intolerância permanente ao glúten – proteína presente no trigo, centeio, malte, na cevada e  aveia. Nessa doença, o sistema imunológico agride a mucosa do intestino delgado, reduzindo sua superfície, que faz contato com os alimentos. Com isso, o órgão perde a capacidade de absorver os nutrientes dos alimentos.

Causas
Genética, imunológica e ambiental. A pessoa herda dos pais a predisposição à intolerância ao glúten e seu sistema de defesa lesa o intestino delgado e desencadeia a má absorção. Essa reação é um descontrole do sistema imunológico, uma vez que permite um ataque a uma parte do próprio organismo.

Sintomas
Na maioria dos casos, a intolerância ao glúten se apresenta na infância, nos cinco primeiros anos de vida, com diarréia crônica e deficiência de crescimento sem razão aparente, acompanhadas ou não de vômitos, anemia, perda de peso, barriga distendida, fraqueza e irritabilidade. Mas, pode surgir, em pacientes adultos, com sintomas não diretamente relacionados ao intestino como fadiga crônica, depressão, infertilidade, anemia persistente, osteoporose antes da menopausa, inflamações na pele ( bolhas, vermelhidão e estrias avermelhadas) e ainda com desordens neurológicas.

Tipos
Clássica: é frequente na faixa pediátrica, surgindo entre o primeiro e terceiro ano de vida, ao introduzir alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão, bolachas, entre outros industrializados.
Não-clássica: apresenta manifestações monossintomáticas, e as alterações gastrintestinais não chamam tanto a atenção.
Assintomática: não apresenta sintomas.

Diagnóstico
Ocorre na avaliação clínica e nos exames que pesquisam no sangue a presença de anticorpos e de determinados marcadores genéticos. A confirmação vem com uma biopsia (retirada de um minúsculo fragmento da região durante uma endoscopia digestiva) que ajuda a identificar alguns tipos de alterações na mucosa do intestino delgado.

Tratamento
O tratamento se baseia apenas na eliminação do glúten (derivados do trigo, da aveia, da cevada, do malte e do centeio) da dieta ao longo de toda a vida do indivíduo. Sem essa exposição, ocorre a interrupção da lesão intestinal e a mucosa do intestino delgado retoma sua característica original e passa a absorver os nutrientes dos alimentos, cessando os sintomas.
A retirada do glúten não atrapalha o crescimento, basta substituir a  proteína por alternativas como farinha de arroz, amido de milho, farinha de milho, fubá, farinha de mandioca, polvilho e fécula de batata.

A dieta deve ser seguida mesmo na ausência de manifestações clínicas, pois as alterações no tecido intestinal causadas pela doença,  aumentam o risco de complicações.

Complicações
Os celíacos podem ter o agravamento das doenças como osteoporose, diabetes, tireoidite, anemia, entre outras. Mas a mais grave delas é o linfoma,  tipo de câncer de intestino. Os portadores da intolerância são mais propícios porque tem o intestino sempre imunologicamente ativado, alterado, produzindo linfócitos, e a região pode se malignizar. A ocorrência de câncer nessas pessoas é três vezes maior.

Prevenção
Não há como evitar a doença celíaca. A melhor maneira de prevenir complicações é seguir estritamente a dieta. Lembre-se: todos os tipos de verduras, legumes, carnes, frutas e farinhas de mandioca, de arroz e batata, são permitidos.Os alimentos industrializados devem ter  atenção especial , nos quais o glúten pode estar “escondido”; leia sobre o rótulo dos ingredientes. Uma lei brasileira, de 2004, exige a inserção de informação clara e visível sobre a  contém ou não contém glúten nas embalagens dos produtos.

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