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Doenças da tireóide

O que é e função
A tireóide é uma pequena glândula (mede cerca de 5 cm e se parece com uma gravata-borboleta) que fica na frente da laringe. Ela produz dois hormônios – T3 (triiodotironina) e T4 (tetraiodotironina ou tiroxina) – responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, o modo como o organismo armazena e gasta energia. O excesso ou a falta destes hormônios provoca uma pane gera nos sistemas gastrintestinal e urinário, nervoso, cardiovascular, muscular-esquelético e reprodutor, bem como na pele, no cabelo e nas unhas, na temperatura corpórea e no peso.

Possíveis alterações
Quando a tireóide funciona muito e produz hormônios em excesso ocorre a hipertireoidismo. Quando funciona pouco leva ao hipotireoidismo. Outras vezes, por um problema ou outro, as células de determinada região da tiróide se reproduzem mais do que deveriam, disputam espaço, ficam aglomeradas e formam uma espécie de caroço, o nódulo.

Causas
O estresse e a falta de iodo, essencial para montar os hormônios, podem desregular a glândula em quem tem predisposição. Mas a maioria dos casos podem ser atribuídos a reações auto-imunes nas quais o organismo produz anticorpos que podem prejudicar ou estimular a produção dos hormônios.

Principais vítimas
As mulheres com mais de 30 anos, embora os homens também possam ter o descontrole da tiróide.

Diagnóstico
Esses males são diagnosticados com facilidade por meio de dosagens hormonais no sangue e exames de diagnóstico por imagem.

Hipotiroidismo: a deficiência dos hormônios T3 e T4 causa cansaço, fraqueza, intolerância ao frio, intestino preso, unhas e cabelos quebradiços e ganho de peso. Tudo isso em função de os órgãos trabalharem mais lentamente. O tratamento é feito por meio de reposição de hormônios – em geral, por toda a vida.

Hipertiroidismo: a aceleração da produção dos hormônios T3 e T4 está ligada ao ritmo agitado de o organismo funcionar: o coração bate mais rápido, a pessoa sua mais, vai ao banheiro diversas vezes ao dia e tende a perder peso. Também pode ser ajustada com medicamentos que diminuam a produção e bloqueiem a ação dos hormônios.

Nódulos: este é mais um distúrbio da tiróide, ainda que não leve à produção de quantidade inferior ou superior dos hormônios T3 e T4. Podem ser grandes ou pequenos, muitos ou poucos. Na maioria dos casos são assintomáticos e benignos. Apensas cerca de 5 a 10% dos casos representam câncer da glândula. Se identificados (no exame clínico de apalpar a garganta ou ultrassom), recomenda-se punção aspirativa (como biópsia). Se houver suspeita para malignidade ou se o nódulo for maligno é indicada cirurgia com retirada do nódulo ou de toda a glândula (nestes casos há necessidade de reposição de hormônio).

Testando sua tireóide
Um copo d’água e um espelho bastam para detectar alterações na tireóide.  Procure, com a ajuda do espelho, o seu pomo-de-adão, também conhecido como gogó. A tireóide fica logo abaixo dele. Beba um gole de água. Enquanto você engole, a glândula sobe e desce. Será que você nota alguma saliência maior durante esse movimento? Repita o exercício. Se a sensação de algo alterado persiste, não hesite e vá atrás de um endocrinologista.

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