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Enxaqueca

O que é
Doença neurovascular que se caracteriza por crises repetidas de dor de cabeça que podem ocorrer com uma freqüência bastante variável.

Dor de cabeça x enxaqueca
Há centenas de tipos de dores de cabeça (cefaleia). Para se ter uma ideia, a Sociedade Internacional de Cefaleia reconhece mais de 150 modalidades da doença. A mais comum é a cefaleia tensional-episódica, aquela que quase todo mundo tem de vez em quando e que não precisa de auxílio médico. Já a pior é a cefaleia em salvas (dor intensa que se manifesta no fundo do olho e provoca queda da pálpebra, congestão ocular, obstrução nasal, coriza e vermelhidão e lágrima nos olhos). A enxaqueca é uma síndrome com, no mínimo, 60 sinais e a dor de cabeça é apenas um deles.

Processo
A enxaqueca muda o sistema límbico (o computador central humano, movido por neurotransmissores responsáveis por uma série de substâncias como os hormônios sexuais). Manifesta-se mais nas mulheres (80%) do que nos homens (20%) e a causa mais provável disso é a linearidade da produção hormonal masculina (testosterona exclusivamente), ao contrário do feminino que se divide entre estrógeno e progesterona (trabalho “extra” que dispara a enxaqueca). Pode surgir na infância (casos de crianças que choram sem motivo aparente, sentem dores abdominais inexplicáveis, reclamam de dores nas pernas, apresentam crises de asma ou bronquite que saram espontaneamente antes da puberdade e têm distúrbios de humor, terror noturno, manchas roxas nas pernas injustificáveis) e tende a se avolumar e ficar insuportável na vida adulta.

Tipos
Existem vários tipos, os mais importantes são a enxaqueca comum e a enxaqueca clássica. Na clássica a dor é intensa e o paciente apresenta distúrbios visuais (como se enxergasse só de um olho), formigamento e diminuição de força muscular. A enxaqueca comum manifesta-se por sinais leves como fome, vontade de comer doce, sensação de estômago pesado, mudança de humor e mal-estar geral; a pessoa só percebe a aproximação da crise quando a dor se instala e aumenta até ficar muito forte.

Sintomas
Os pacientes costumam apresentar um conjunto de sintomas como intolerância à luz e ao barulho, vômitos, mal-estar geral, labirintite, distúrbios do sono, pesadelos, dores de estômago e intolerância a certos aromas. Os sintomas podem durar de 4 a 72 horas e a dor invade apenas metade da cabeça ou a cabeça inteira. Alguns fatores podem agravar a dor durante uma crise de enxaqueca: abaixar a cabeça ou movimentá-la bruscamente; esforços físico e mental; e, muitas vezes, o decúbito (posição da pessoa que está deitada).

Causas
Muitos são os fatores desencadeantes possíveis, entre eles: preocupações excessivas (ansiedade, tensão, estresse); longos períodos de jejum; poucas horas de sono; queda hormonal;irritação e alteração do humor; consumo excessivo de cafeína; sedentarismo; uso descontrolado de analgésicos; ingestão de certos alimentos (como chocolate, laranja, comidas gordurosas e com leite) e genética.

Diagnóstico
Na maioria dos casos a enxaqueca é apontada na avaliação clínica e dispensa exames complexos.

Tratamento
É possível prevenir e curar a enxaqueca. Na primeira fase (dores de cabeça não muito fortes, entre uma ou duas crises por mês) o médico costuma prescrever analgésicos. Se não aliviar, pode recomendar medicamentos específicos para regular os neurotransmissores. A cura depende de combater todos os sinais e sintomas que acompanham a dor de cabeça. Os medicamentos precisam ser prescritos na dose certa, caso contrário, como o cérebro doente entende que precisa provocar a dor, ele vai procurar outro mecanismo de neurotransmissores para produzi-la. É importante ainda levar uma vida saudável, praticar atividade física, evitar longos períodos de jejum, ter uma boa noite de sono, seguir uma dieta balanceada, manter o peso e evitar o estresse.

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