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Epilepsia

O que é
Disfunção neurológica causada por uma descarga elétrica anormal e excessiva do cérebro que interrompe temporariamente sua função habitual, provocando alterações súbitas e involuntárias no comportamento, no controle muscular, na consciência e/ou na sensibilidade do indivíduo. As crises podem ocorrer em qualquer idade, mas têm início mais freqüentemente na primeira e nas últimas décadas da vida.

Estatísticas
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) existem 50 milhões de pessoas no mundo que são portadoras da doença, sendo 90% residentes em países em grau de desenvolvimento como o Brasil. Estima-se 2,4 milhões de novos casos a cada ano no mundo e a metade dos doentes é crianças e adolescentes. No entanto, essa disfunção pode ser facilmente tratada na maioria dos casos, de forma que a pessoa leve uma vida normal. Prova disso é que a história da humanidade está recheada de personalidades que, não obstante a epilepsia, levaram muito mais do que uma vida normal, entre eles Alfred Nobel, Dostoievski, Machado de Assis, Júlio César, Flaubert, Alexandre – o Grande e Dom Pedro I.

Causas
Existem vários tipos de epilepsia, a mais comum é chamada de epilepsia idiopática, que não há identificação de sua causa, e as demais chamadas de epilepsia secundária ou sintomática, que é causada por ferimentos na cabeça, dificuldade de oxigênio no cérebro, trauma durante o nascimento, malformações, doenças degenerativas do sistema nervoso, tumores, doenças infecciosas e parasitárias que afetam o cérebro, intoxicações, traumatismos cranianos e distúrbios vasculares, metabólicos e nutricionais.

Sintomas

Variam de acordo com o local do cérebro  afetado e como se propaga. No entanto, os mais frequentes são perda de consciência, perturbações nos movimentos, sensações estranhas pelo corpo – inclusive na visão, audição e olfato – e alteração de humor e no funcionamento do cérebro.

Tipos de crise e fatores desencadeantes
Na metade dos casos observa-se o ataque tônico-clônico (convulsão), que envolve todo o cérebro. Neste caso, a pessoa fica rígida, cai no chão e começa a se debater por alguns poucos minutos. Os outros 50% dos casos são formados por três tipos de crises: as parciais complexas, caracterizadas por perda de contato com o ambiente, movimentos automáticos das mãos e confusão mental por de 1 a 2 minutos; as mioclônicas nas quais ocorrem breves choques ou formigamentos nas mãos e membros, sem perda de consciência; e, finalmente, as crises de ausência quando há um desligamento completo da pessoa durante cerca de 10 a 20 segundos, várias vezes por dia. Em geral, as crises são desencadeadas por luzes piscantes, certos tipos de ruídos, leitura prolongada, privação de sono, fadiga, uso de álcool e hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue).

Como agir durante a crise
Vale lembrar que, durante um ataque epiléptico, não há nenhuma medida que possa abreviá-lo. Deve-se apenas voltar a cabeça da pessoa para o lado, de forma a evitar a aspiração de alimentos (caso haja vômito) e protegê-la da ocorrência de traumatismos. Não é necessário colocar objetos na boca do indivíduo, já que a língua permanece em sua posição normal. A dificuldade de respirar é apenas momentânea e decorre da intensa descarga elétrica do cérebro

Diagnóstico
É fundamentado na história clínica e baseia-se na ocorrência de mais de uma crise epiléptica com intervalo superior a 24 horas, sem que exista um fator desencadeante agudo definido. Complementam a investigação exames como o eletroencefalograma e de neuroimagem que registram a atividade elétrica cerebral e ajudam a classificar a epilepsia, a escolher a medicação mais adequada e a estabelecer o tempo de tratamento.

Tratamento
É feito com medicamentos antiepilépticos (inibem as descargas anormais do cérebro); dieta cetogênica (pobre em carboidratos e rica em gorduras para inibir as crises) ou cirurgia (indicada quando a região que leva à ocorrência de crises encontra-se em área que possa deixar sintomas neurológicos significativos). Paralelamente ao tratamento médico, uma vida saudável tem efeitos benéficos sobre a epilepsia. Isso inclui dieta balanceada, exercícios, descanso, redução de stress e de depressão e a não utilização de álcool e drogas ilegais.

Cura
Algumas crises desaparecem com o tempo e a medicação pode ser suspensa; outros pacientes precisam de tratamento a vida inteira para controlar as crises, e outros não respondem bem aos medicamentos. Em geral, cerca de 50% terão seus ataques totalmente controlados, 30% terão seus ataques reduzidos em freqüência e intensidade a ponto de poderem levar vidas normais, e os outros 20% ou serão resistentes à medicação ou precisarão de uma dose tão alta de remédio que será melhor aceitar um controle parcial.

Prevenção
Há pouco a fazer em termos de prevenção primária já que a epilepsia tem diversas causas e, em muitos casos, a origem é desconhecida. Mas algumas recomendações são indispensáveis: As crianças devem receber acompanhamento médico constante (do pré-natal à idade escolar), para evitar especialmente as doenças infecciosas mais graves como as meningites e prevenir o trauma craniano – dois fatores de risco importantes para os ataques epilépticos. Nos adultos, recomenda-se prevenir o acidente vascular cerebral, bastante associado com a epilepsia na terceira idade, o que pode ser conseguido com o controle da pressão arterial, do diabetes e, para quem fuma, com o abandono do tabagismo.

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