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Hemocromatose

O que é
Problema gerado por uma predisposição do organismo para absorver ferro dos alimentos em uma quantidade superior à necessária, levando ao acúmulo do mineral nas células e a mudanças orgânicas patológicas. Na prática, pode fazer as glândulas trabalharem mal na produção de hormônios, o coração funcionar incorretamente (insuficiências cardíacas), o pâncreas a desenvolver diabetes e o fígado a apresentar cirrose ou até câncer. A hemocromatose afeta mais homens do que mulheres e atinge principalmente pessoas brancas.

Tipos
O principal é a hemocromatose hereditária, relacionada principalmente a dois genes de mutação. Existe também a hemocromatose secundária que acomete pessoas que desenvolvem anemias hemolíticas (devido à quebra anormal dos glóbulos vermelhos) ou que se submetem a muitas transfusões de sangue.

Sintomas
Podem ou não ocorrer, em caso positivo, provoca dores articulares/abdominal, fadiga, impotência, amenorreia, depressão, perda de peso, queda dos cabelos, arritmia, diabetes e doenças no fígado.

Diagnóstico
Costuma ser feito por meio de exames de sangue simples com dosagem da ferritina e saturação da transferrina. No entanto, mesmo diante do resultado negativo das mutações, todo paciente com ferritina ou saturação de ferro elevada deve ser investigado. O passo complementar é o teste genético que costuma detectar apenas as mutações genéticas mais frequentes. É necessário muito cuidado na análise dos resultados. A ferritina, por exemplo, pode estar elevada em função de outros fatores, como inflamações, hepatites e gordura no fígado. Mas apenas 1% das pessoas que têm o diagnóstico laboratorial vai ter a forma clínica da doença, que inclui principalmente cirrose, insuficiência cardíaca, diabetes e problemas endocrinológicos.

Tratamento
O mais comum é a sangria terapêutica, que consiste na retirada de sangue que é descartado após a coleta. São realizadas retiradas periódicas, inicialmente de uma a duas vezes por semana e, depois, as sessões tornam-se espaçadas de dois até seis meses.

Recomendações
Também é possível adotar uma dieta diferenciada, que proíbe o consumo de álcool, principalmente para os pacientes que sofreram danos hepáticos, a ingestão de comprimidos ou vitaminas que contenham ferro, suplementos vitamínicos, frutos do mar crus, alimentos processados ou fortificados e até mesmo o preparo de alimentos em panelas de ferro.

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