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Hepatite

É uma doença silenciosa que oferece maior risco de transmissão do que o HIV – a cada 100 pessoas, 1,2 tem hepatite e 0,6 tem o vírus HIV. Pode ser contraída de diferentes maneiras, pois existem três tipos: A, B e C. O tipo A é uma doença infecciosa aguda causada através de alimentos ou água contaminada. Entre os alimentos destacam-se os frutos do mar e alguns vegetais. Costuma se curar sozinha e tem baixíssima mortalidade.

A hepatite B é transmitida principalmente pelo sangue contaminado (transfusões, acidentes com agulhas, drogas), relações sexuais e da mãe para o bebê na hora do parto. Apresenta-se de forma semelhante à da hepatite A, mas pode persistir e se tornar crônica, levando a um quadro de cirrose e câncer hepático.

O tipo C é considerado o mais grave. A maioria dos portadores só percebe que está doente anos após a infecção, quando apresenta um caso grave de hepatite crônica com risco de cirrose e câncer no fígado. O modo de transmissão mais comum é a transfusão de sangue, seguida pelo uso de drogas endovenosas e pela relação sexual. Há cerca de 100 milhões de infectados no mundo e estima-se que 1,4% da população de São Paulo (e 2% dos doadores de sangue de todo o Brasil) também sofra deste mal.

Hepatite A

Sintomas
Apesar de os sintomas não se manifestarem no período de incubação do vírus – de duas a seis semanas – a pessoa infectada já é capaz de transmiti-lo. Uma minoria apresenta os sintomas clássicos da infecção: febre, dores musculares, cansaço, mal-estar, inapetência, náuseas e vômitos. Depois de alguns dias, pode aparecer icterícia, as fezes ficam amarelo-esbranquiçadas e a urina escurece adquirindo tonalidade semelhante à da Coca-Cola. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com os de uma virose qualquer. O paciente continua levando vida normal e nem percebe que teve hepatite.

Grupo de Risco
Geralmente é na infância que se entra em contato com o vírus. Por isso, as crianças constituem grupo de risco importante, assim como os adultos que interagem com elas e os profissionais de saúde.

Evolução 
Na maioria das vezes, o quadro de hepatite A se resolve espontaneamente em um ou dois meses, podendo demorar até seis meses para o vírus ser eliminado totalmente do organismo. Embora não sejam frequentes, complicações podem surgir como a recorrência da infecção e hepatite fulminante – quadro muito raro – que requer transplante de fígado.

Recomendações
· Não coma frutos do mar crus ou mal cozidos;
· Evite o consumo de alimentos e bebidas dos quais não conheça a procedência nem saiba como foram preparados;
· Procure beber só água clorada ou fervida, especialmente nas regiões em que o saneamento básico possa ser inadequado ou inexistente;
· Lave as mãos cuidadosamente antes das refeições e depois de usar o banheiro. A lavagem criteriosa é suficiente para impedir o contágio de pessoa para pessoa;
· Não ingira bebidas alcoólicas durante a fase aguda da doença e nos seis meses seguintes à volta das enzimas hepáticas aos níveis normais;
· Verifique se os instrumentos usados para fazer as unhas foram devidamente esterilizados ou então leve seu próprio kit ao salão de beleza.

Tratamento 
O doente deve ficar em repouso e o consumo de álcool deve ser abolido até pelo menos três meses depois que as enzimas hepáticas voltaram ao normal. Já as pessoas que vivem com ele podem receber imunoglobulina policlonal como proteção.

Vacina 
Há duas vacinas contra a hepatite A. Uma deve ser aplicada em duas doses com intervalo de seis meses; a outra, em três doses administradas nesses seis meses.
A vacina contra a hepatite A não faz parte do programa oficial de vacinação oferecido pelo Ministério da Saúde, mas deve ser administrada a partir do primeiro ano de vida porque sua eficácia é menor abaixo dessa faixa etária.

Hepatite B

Sintomas
Aparecem geralmente depois de um a quatro meses de infecção – febre, dor nas articulações, náuseas, mal-estar e dor de cabeça. Em 20% ou 30% dos casos pode surgir icterícia (pele amarelada) e colúria (urina escurecida), o que facilita o diagnóstico.

Evolução
Após cerca de seis meses, a fase aguda se resolve e o paciente pode ficar imune ao vírus e nunca mais se reinfectar ou pode ainda tornar-se portador assintomático (sem sintomas) do vírus. Neste caso, o paciente sofre danos em seu fígado e pode transmitir o vírus sexualmente ou através de seu sangue. Em alguns casos, a infecção pode evoluir para uma hepatite crônica que determina lesões em seu fígado como cirrose (cicatrização desorganizada do tecido hepático) e hepatocarcinoma (câncer hepático).

Tratamento
O tratamento pode ser feito com interferon, uma substância antiviral produzida por nosso organismo que pode eliminar o vírus HBV. Deve ser aplicado durante 16 a 24 semanas por meio de injeções subcutâneas aplicadas na coxa ou abdome durante três vezes por semana. É um tratamento caro que pode gerar efeitos colaterais como febre, náusea, queda de cabelo e dor no corpo semelhante à dos quadros gripais. O uso prolongado acarreta ainda anemia, queda do número de plaquetas no sangue e depressão psicológica.

Vacina
A vacina contra a hepatite B faz parte do calendário oficial de vacinação preconizado pelo Ministério da Saúde e protege o indivíduo por toda a vida. A primeira das três doses é aplicada logo após o nascimento e as demais após alguns meses de intervalo.
Como a vacina passou a fazer parte do calendário recentemente, muitos adultos não foram vacinados e devem procurar um Posto de Saúde para recebê-la. 

Recomendações
· Tome a vacina contra hepatite B;
· Utilize preservativo nas relações sexuais, já que o sexo é a principal via de transmissão da hepatite B;
· Quando for à manicure, leve seu material para cortar cutícula, pois o vírus pode permanecer vivo por mais de uma semana na superfície de um instrumento;
· Ao retirar, receber ou doar sangue, verifique se todo o material é descartável e se o sangue a ser recebido foi devidamente testado;
· Se quiser engravidar ou já estiver grávida, faça o teste para saber se é portadora do vírus da hepatite B;
· Se entrar em contato com sangue contaminado, procure assistência médica imediatamente. O anticorpo específico contra a hepatite B, gamaglobulina hiper-imune, deve ser ministrado nestes casos.

Hepatite C

Sintomas
A hepatite C é assintomática na maioria dos casos. Em alguns, pode ocorrer uma hepatite aguda que antecede a forma crônica. Nesse caso, o paciente pode apresentar mal-estar, vômitos, náuseas, icterícia e dores musculares. No entanto, a maioria dos portadores só percebe que está doente anos após a infecção, quando apresenta um caso grave de hepatite crônica com risco de cirrose e câncer no fígado.

Tratamento
Consiste na combinação de interferon (substância antiviral produzida por nosso organismo e que combate o vírus da hepatite C) injetável três vezes por semana associado a uma droga (ribaveriva) administrada por via oral por um tempo que varia entre seis meses e um ano.

Recomendações
· Não utilize drogas injetáveis;
· Certifique-se de que todo o material utilizado para coleta de sangue seja descartável;
· Verifique se agulhas ou qualquer outro material que entre em contato com sangue é descartável ou está devidamente esterilizado;
· Leve seu próprio material quando for à manicure;
· Se quiser engravidar ou estiver grávida, faça o teste para saber se é portadora do vírus da hepatite C;
· Faça sexo com preservativo.

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