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Hiperidrose

Hiperidrose
As glândulas do suor têm como função regular a temperatura do corpo por meio do aumento da sudorese quando o corpo é exposto ao calor ou às atividades físicas. A hiperidrose pode ser definida como uma sudorese maior que a necessária para manter a regulação térmica do corpo. Há dois tipos de hiperidrose: a primária (também chamada de idiopática ou essencial) que freqüentemente surge nas mãos, axilas e pés e a secundária a alguma doença ou uso de algum tipo de medicação. A hiperidrose palmar, axilar e plantar é uma afecção hereditária e acomete em torno de 1% da população.

Cirurgias disponíveis
Apesar dos vários métodos de tratamento da hiperidrose, os resultados mais efetivos são obtidos com a realização da simpatectomia – cirurgia realizada sobre o sistema nervoso simpático. Quando a hiperidrose acontece na região crânio-facial, axilas ou mãos a cirurgia deve ser a simpatectomia torácica. Nos casos de hiperidrose nos pés, a cirurgia é a simpatectomia lombar.
A indicação da cirurgia depende muito do desconforto que a afecção causa ao paciente. A hiperidrose não provoca danos maiores à saúde ou outras doenças ao paciente, portanto, a cirurgia não é uma “necessidade”. Entretanto, a hiperidrose pode ser funcionalmente incapacitante por impedir o manuseio de instrumentos de precisão, papéis etc. ou pode ser um fator de grande constrangimento social, o que acaba fazendo com que o tratamento cirúrgico seja priorizado.

Pós-operatório
A simpatectomia realizada por meio da videotoracoscopia é uma técnica minimamente invasiva, o que favorece muito a recuperação pós-operatória dos pacientes. De forma geral, numa cirurgia que não tenha intercorrências, o paciente recebe alta no dia seguinte ao da cirurgia.

Resultados
Na primeira semana após a cirurgia, o paciente pode apresentar uma sudorese intensa, chamada de efeito “rebote”, mas que é um quadro limitado. Fora isso, o efeito da cirurgia é imediato, sendo que a sudorese que o paciente apresentava antes que era constante nas áreas-alvo, costuma desaparecer de imediato. Embora existam raros casos operados nos quais os sintomas possam retornar, de forma geral, a cirurgia costuma ser efetiva e apresentar resultados permanentes.

De volta às atividades
Exceto esportes de contato ou atividades físicas intensas, o retorno às atividades é praticamente imediato. O paciente pode apresentar dor torácica nos primeiros dias na região anterior do tórax e após quatro/cinco dias na região posterior. Esse quadro doloroso tem intensidade progressivamente menor a cada dia e depois de cerca de duas semanas costuma desaparecer. Vale reforçar que a dor é controlada com medicação via oral.

Dr. Miguel Tedde – CRM 30.696
Médico Assistente do Serviço de Cirurgia Torácica do Instituo do Coração (InCor)/Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

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