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Hipocondria

O que é
Medo frequente de estar com uma doença grave. A pessoa (geralmente, jovens adultos) percebe sintomas leves, normais no organismo, e interpreta estar sofrendo de algo grave (por exemplo, ao perceber o batimento cardíaco aumentado acha que se trata de infarte) ou fica procurando alterações (se apalpando ou se observando muito). Só se dá por satisfeita ao encontrar alguém que confirme suas preocupações. Enquanto o que suspeita não é confirmado, persistirá na “investigação” da doença e se sentirá cada vez mais decepcionada e ressentida.

Causas
O transtorno pode surgir a partir de uma carga genética ou se desenvolver a partir da convivência, especialmente pessoas cercadas de gente que só fala de doença ou ainda sob a pressão de dietas e tratamentos pesados. Também tem predisposição quem convive com pais portadores de doenças graves (como diabetes e hipertensão).
Alguns casos de hipocondria são associados a comportamentos obsessivo-compulsivos, pois os enfermos apresentam uma idéia fixa e se tornam compulsivos no hábito de marcar consultas sem cessar e na prática de visitar constantemente os médicos e os sistemas de saúde. A doença pode também ter relação com episódios de ansiedade ou traumas do passado (como uma doença vivida na infância) que vêm à tona por muito estresse.

Sintomas
Esse distúrbio não provoca delírios, o portador conserva certa racionalidade, pois normalmente admite que sua preocupação é excessiva, embora não consiga aceitar a idéia de que não esteja enfermo. Tende a voltar aos médicos sempre com as mesmas reclamações e ser detalhista, sofredor e repetitivo.

Quem avalia e como
O psquiatra é o profissional mais apto para avaliar e medicar e geralmente encontra resistência dos doentes que não se acham psiquicamente abalados, portanto dispensam facilmente qualquer ajuda psiquiátrica. Os médicos através de suas queixas constantes, da análise da ficha com a história de seus problemas médicos, nos exames orgânicos e laboratoriais, o que realmente está acontecendo com ele.

Tratamento
Não existe medicação específica, geralmente são indicados antidepressivos (diminuem os sintomas) ou ansiolíticos (reduzem a ansiedade). Atividades físicas e pequenos trabalhos voluntários também são indicados para ajudar a retomar o convívio social. Para os casos mais graves, vale buscar apoio da psicoterapia (muitos se sentem melhor por serem ouvidos).

Riscos
De tanto tomar remédio para o que não existe pode provocar realmente em um problema de saúde devido à mistura de medicamentos, sem falar em se expor desnecessariamente a procedimentos delicados (exames invasivos e até cirurgias). A pessoa pode viver em função da doença e se afastar de suas atividades e do convívio social.

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