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Intoxicação alimentar

O que é
Nome dado aos sintomas desagradáveis que uma pessoa experimenta depois de ingerir alimentos contaminados por certas bactérias nocivas. Contrariando a crença popular de que alimentos deteriorados costumam provocar intoxicação alimentar – as bactérias que deterioram os alimentos não são a causa mais comum desse distúrbio. Na realidade, esse tipo de intoxicação é muito raro porque, em geral, as pessoas não chegam a ingerir um alimento que está notoriamente estragado. Muito pelo contrário, a comida contaminada que realmente provoca a intoxicação quase sempre tem aparência, cheiro e gosto normais.

Causas
Pode ser provocada pela água, carne, pelo ovo, pelos peixes e pelas verduras nos quais as bactérias patogênicas (microorganismos próprios dos alimentos) têm chance de se reproduzir. Isso ocorre em função de temperatura inadequada e tempo de exposição a ela.

Sintomas
Náuseas, vômitos, diarréia e a sensação de que nada para no estômago. Ao aparecerem, o ideal é cortar os alimentos que agravam os sintomas (como suco de laranja, refrigerante, leite, gordura e fritura). Não é recomendável tomar remédio para prender o intestino, pois a recuperação tende a demorar mais. Opções que ajudam são: água, água de coco, isotônico, chá e banana maçã. Sinais de desidratação (como tontura, cansaço e sede) e febre demandam cuidados hospitalares.

Diagnóstico
Nem sempre os médicos podem determinar a causa exata dos sintomas. Se eles persistem para mais de 48 horas, pode ser necessário exames de sangue e fezes.

Tratamento
O foco do tratamento é prevenir a desidratação, ou seja, o paciente tem que beber líquidos, mesmo que tenha dificuldade em ingeri-los.  Uma vez conseguida tolerar a ingestão dos líquidos sem vomitar, a pessoa pode começar a acrescentar comidas leves. Se os vômitos ou a diarréia persistem por mais de 24 horas, o médico pode prescrever medicamentos para suprimir as náuseas e vômitos e administrar um soro intravenoso. Para algumas causas infecciosas também são prescritos antibióticos.

Números de casos
De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, mais de 117 mil brasileiros adoeceram e 64 morreram entre 1999 e agosto de 2008 em função de intoxicações alimentares. Este número, na verdade, é bem maior já que os sintomas de uma doença provocada por água ou alimentos costumam ser passageiros e 60% dos casos não são levados ao médico.

Maiores perigos e alimentos “sob controle”
Os ovos crus ou mal cozidos ocupam o topo da lista de problemas, seguidos de alimentos mistos (como lasanha e estrogonofe), carnes vermelhas, sobremesas, água e leites e derivados. Atenção ainda para o queijo-de-minas tipo frescal que tem um elevado índice de contaminação por coliformes fecais devido à falta de higiene – da ordenha até o seu processamento. O frango, temido pela contaminação por salmonela, tem se mostrado um alimento mais seguro em função do rigor maior na importação das aves e nos cuidados de manipulação e conservação.

Dicas de Prevenção
Siga os passos abaixo:
* O melhor a fazer é distribuir bem os alimentos e não encher demais a geladeira. Na porta não devem ficar ovos e alimentos delicados, prefira molhos (como catchup e mostarda), caixinhas de bebidas e conservas. As prateleiras superiores são próprias para os alimentos mais perecíveis tais como leite e derivados, suco, geléia, ovos, sobras, legumes cozidos, garrafas e frutas. Nas prateleiras inferiores devem ficar tudo o que não necessita de temperatura tão baixa como verduras e legumes. Descarte a comida que ficou fora da geladeira em temperatura ambiente por mais de quatro horas e saiba que os alimentos prontos, quando refrigerados, têm vida de 24 horas. Na hora de guardar, prefira os recipientes de vidro ou de louça, pois eles ajudam mais na conservação dos alimentos do que os de plástico.
* Lave bem as mãos (dorso, entre os dedos, polegar, articulações, punhos e unhas), use curativo nos ferimentos, evite falar, tossir ou espirrar enquanto manipula um alimento, prenda os cabelos e use touca, mantenha animais longe da cozinha, evite usar acessórios e esmalte, separe alimentos crus dos demais, não use pano de prato como avental e prefira secar as mãos com papel toalha e tire a lixeira em cima da pia.
* Dispense pano de prato molhado (é preciso trocar), utensílios de madeira (prefira os de silicone),  usar a mesma faca para cortar alimentos crus e cozidos, esponja úmida (coloque um minuto no microondas e troque semanalmente), pia, mãos e utensílios em contato com alimentos crus (sempre pedem limpeza com água e sabão) e garanta a higienização de panelas e utensílios (lavando bem).

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