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Linfoma

O que é
Termo usado para designar os tumores cancerígenos no sistema linfático, formado por vasos finos e gânglios (linfonodos), que atuam na defesa do organismo, levando nutrientes e água às células e retirando resíduos e bactérias.

Tipos
Existem duas categorias – o linfoma de Hodgkin e o linfoma Não-Hodgkin – e dezenas de tipos de linfomas dentro delas. O linfoma de Hodgkin é mais raro e atinge na maioria jovens e pessoas de meia idade. Já o Não-Hodgkin responde por 90% dos casos e atinge pessoas com mais de 55 anos. Os linfomas são classificados em quatro estágios. No primeiro estágio, observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no quarto estágio, há envolvimento disseminado dos linfonodos.

Causas
Na maioria dos casos não é possível definir a causa do linfoma. Mas já são conhecidos alguns fatores de risco para o aparecimento da doença. Os principais são: sistema imune comprometido (pessoas com deficiência de imunidade, em conseqüência de doenças genéticas hereditárias; usuárias de drogas imunossupressoras; com infecção pelo HIV; e pacientes portadores dos vírus Epstein-Bar e HTLV1 e da bactéria Helicobacter pylori – que causa úlceras gástricas); exposição química (os linfomas estão também ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes) eexposição a altas doses de radiação.

Sintomas
Aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha; sudorese noturna excessiva; febre; prurido (coceira na pele); e perda de peso inexplicada. A lista pode incluir ainda outros sintomas que dependem da localização do tumor – se a doença ocorrer na região do tórax, por exemplo, o paciente pode apresentar tosse, falta de ar e dor torácica.

Diagnóstico
Os exames são fundamentais para determinar o tipo exato de linfoma e reunir informações para a escolha do tratamento mais eficaz. Os métodos utilizados são biópsia (retirada e análise de uma pequena porção de tecido), exames de imagem e estudos celulares (que incluem, entre outros, a análise de cromossomos).

Tratamentos
A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, radioterapia ou ambos. A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, de acordo com o tipo de linfoma. A radioterapia normalmente é usada para reduzir a carga tumoral em locais específicos, aliviar sintomas relacionados ao tumor e também consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída em certas áreas do organismo mais suscetíveis.

Chances de cura
Variam muito e dependem do estágio em que a doença é diagnosticada e do tipo de linfoma. O cálculo do risco baseia-se nesses dois fatores e no chamado índice prognóstico, que considera uma série de características do paciente. Ter 60 anos ou mais, sofrer de anemia e ter presença elevada de determinadas enzimas no organismo elevam o índice e, portanto, o risco.

Prevenção
Assim como em outros tipos de câncer é possível que dietas ricas em verduras e frutas tenham efeito protetor contra o desenvolvimento de linfomas. Os especialistas, contudo, lembram que ainda não existem formas de prevenção comprovadas.

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