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Mamaplastia de aumento

O que é
A mamaplastia de aumento é um procedimento cirúrgico que visa prioritariamente aumentar as mamas. Pode também, de maneira coadjuvante, modificar a forma dos seios quando necessário.

Indicação
O aumento das mamas é indicado para mulheres que desejam ter bustos maiores do que os que possuem e, principalmente, para mulheres com glândulas mamárias pouco desenvolvidas (hipomastia). Pode ainda ser realizado em situações reparadoras como em casos de mulheres que perdem total ou parcialmente a glândula mamária em virtude de doenças de base (exemplo: tumores benignos ou malignos) e em casos de mulheres que têm assimetrias acentuadas (exemplo: seios volumosos de um lado e quase ausência do lado contra-lateral). Recomenda-se este procedimento cirúrgico para pacientes que já tenham completado o desenvolvimento das mamas, o que ocorre entre 17 e 18 anos de idade.

Tipos e formatos de implantes
Cada fabricante determina tamanhos e formatos diferentes. No geral, há dois tipos de implantes mamários: os de forma arredondada (redondos) e os de forma anatômica (em gota, em pêra, perfil natural, etc). Os implantes redondos apresentam variações de forma, principalmente, no quesito projeção (baixa, moderada, alta e superalta). Já nos implantes anatômicos, as variações são bem maiores e compreendem projeção, largura e altura. O revestimento pode ser de silicone (liso ou texturizado) ou de poliuretano e o preenchimento, de gel de silicone ou de solução salina (soro fisiológico, ou seja, água com sal a 0,9%).
Os Estados Unidos utilizam mais os implantes de solução salina por uma questão de legislação local. Os modelos preenchidos com gel de silicone sofreram grande evolução nos últimos anos com o advento do gel altamente coesivo, o qual reduziu muito os riscos de rupturas e fez com que muitos fabricantes passassem a oferecer garantia.

Técnica cirúrgica
No caso específico de aumento mamário, os implantes são colocados por incisões pequenas (vias de acesso) com cerca de 4 a 6 cm na axila, no sulco inframamário ou na região areolar (periareolar ou transareolar). Quanto à localização dos implantes, eles podem ser posicionados em plano retroglandular, retrofacial ou retromuscular. No caso de aumento mamário e correção de flacidez, as incisões tendem a ser maiores sobre a mama se houver a necessidade de uma mastopexia. Os tipos de incisões mais conhecidos são periareolar, vertical, em L ou T invertido.
As variações de vias de acesso e a posição dos implantes devem ser discutidas com o cirurgião plástico e seguir as preferências pessoais da paciente.

Recomendações pré-operatórias
É necessário realizar os exames laboratoriais específicos para avaliação clínica, bem como exames de análise da glândula mamária como ultra-sonografia, mamografia e, eventualmente, ressonância magnética. Também é fundamental a abstenção do fumo e de determinadas medicações.

Cicatrizes
O cirurgião plástico procura deixá-las o menor possível e em locais pouco perceptíveis. Porém, é importante lembrar que o mecanismo de cicatrização sofre interferências de fatores que não estão sobre controle do cirurgião como fatores endógenos (hormonais, genéticos, etc) e de comportamento do paciente no pós-operatório.

Recomendações pós-operatórias e retorno às atividades
Para uma boa evolução da cirurgia, prescreve-se um período de repouso (mais acentuado na primeira semana) e a limitação dos movimentos dos braços e de atividades físicas (principalmente nos primeiros 15 dias). O retorno aos exercícios físicos varia de acordo com o tipo de cirurgia, mas não deve ter início antes de completar 45 dias. As gestações também precisam ser evitadas durante um ano.

Amamentação
Desde que o cirurgião não intervenha seccionando os ductos galactóforos (o que normalmente não é realizado) o fenômeno de amamentação não sofrerá influências. Muitas mulheres enfrentam dificuldades em amamentar independentemente de terem realizado a cirurgia. Desta forma, problemas de amamentação não devem ser relacionados obrigatoriamente com a cirurgia.

Riscos/Rejeição
Os riscos de complicações clínicas, hematomas e infecção são baixos em virtude de ser um procedimento de pouca complexidade. A rejeição também não deve ser descartada devido à utilização de um corpo estranho (o implante), mas apresenta ocorrência relativamente rara.

Rompimento do implante
O rompimento ocorre por causa de algum impacto direto (ferimento de arma de fogo, compressão excessiva dos implantes, etc) ou por desgaste natural. A grande maioria dos casos é facilmente solucionado com a substituição do implante afetado, procedimento cirúrgico mais simples do que a colocação primária do implante.

Substituição do implante
Os implantes têm prazos de garantia diferentes de acordo com os fabricantes. Alguns oferecem garantia vitalícia, ou seja, não há necessidade de troca. Outros apresentam prazos variáveis de 10 a 20 anos. Entretanto, recomenda-se fazer uma ultra-sonografia anual para avaliação. Alguns cirurgiões sugerem que, independente do tipo de implante, a substituição seja realizada depois de 10 anos de uso. Como não há um consenso geral, o melhor é discutir o assunto com o médico responsável.

Dr. Cláudio Celso Najjar Valle – CRM 53.001.
Médico especialista em Cirurgia Plástica pelo Conselho Federal de Medicina e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica.

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