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Meningite

O que é
Doença infecciosa causada por vários tipos de germes (vírus, bactérias, fungos) que acometem as membranas do sistema nervoso central, chamadas de meninges.

Como se adquire
O contágio é de pessoa para pessoa, por via aérea, isto é, tosse, gotas de saliva de uma pessoa contaminada para outra. O período de incubação é variável, desde alguns dias até semanas, dependendo do tipo de agente infeccioso. Sua incidência tende a ser maior no inverno, pois nessa estação todo mundo busca refúgio em locais fechados para se proteger do frio, favorecendo o ataque e a propagação dos micróbios causadores da doença.

Sintomas
Em adultos e crianças maiores geralmente aparece febre, dor de cabeça forte, náuseas, vômitos, dor na nuca, endurecimento do pescoço e manchas pelo corpo.
Nos bebês (de até 9 meses) deve-se suspeitar da doença quando houver febre, irritação ou agitação, vômitos, recusa alimentar, convulsões e “moleira” inchada.

Tipos
A versão viral dessa infecção costuma ser branda, não deixando graves sequelas na massa cinzenta. Já a bacteriana é bem mais perigosa.

Herpes Simplex
Em sua grande maioria são provocadas por uma família chamada de enterovírus. O herpes simples, aquele que provoca lesões nos lábios, é outro da lista. Em alguns casos, felizmente raros, ele invade as meninges e isso deixa sequelas como surdez e cegueira.
Neisseria Meningitidis
Esta bactéria provoca a meningite meningocócica e tem vários subgrupos como A, B, C, Y e W 135. A vacina para o tipo C, considerado o mais comum no Brasil, garante uma imunização duradoura e é dada aos 3 meses de idade com duas doses adicionais.
Haemophilus Influenzae
Ela deflagra problemas respiratórios e, apesar de não ser tão frequente, também é capaz de inflamar as meninges. A vacina contra essa bactéria, considerada bastante eficiente, é indicada desde os 2 meses de idade e está no calendário do governo.
Spreptococcus Pneumoniae
O pneumococo, outro nome dessa bactéria, causa pneumonia e meningite. O imunizante deve ser ministrado a partir dos 2 meses de vida e cobre sete subtipos do micróbio. O reforço é dado depois dos 5 anos.

Diagnóstico
É feito por meio de exame físico e do exame do líquor (punção lombar) – a “água da espinha” que fica no sistema nervoso e se espalha pela coluna. Após o resultado do exame do líquor e de outros exames de sangue, pode-se chegar à conclusão se realmente é meningite ou não. Há também dois testes físicos que ajudam a detectar a doença: 1 – com o doente sentado com as pernas esticadas, observe se ao dobrar o pescoço para a frente ele – num ato-reflexo – dobra os membros inferiores; e 2 – com o doente deitado com uma das pernas dobradas a 90º veja se ao tentar estender a perna ele sente dor ou dobra a perna que estava esticada. No caso dos bebês, ela se traduz em febre alta, irritabilidade extrema, choro inconsolável alternado com sonolência, recusa a se alimentar e febre alta.

Complicações
A meningite pode causar inúmeras complicações e sequelas neurológicas como epilepsia, infartos cerebrais e retardo mental em crianças. Por esse motivo o tratamento precisa ser rápido. Fora do sistema nervoso a meningite também pode provocar sérios problemas e choque séptico e distúrbios da coagulação. As bactérias podem ainda se difundir para outros locais, causando endocardite e pioartrite. Além disso, há registros de perda de parte da audição e também rigidez na parte frontal da cabeça.

Tratamento
O tratamento depende do agente causador da doença. Há necessidade de internação em hospital devido às medicações injetáveis como antibióticos e porque algumas meningites são muito contagiosas – o paciente tem de ficar isolado dos demais por um curto período (até 3 dias). Dependendo do tipo de germe encontrado os familiares do paciente também devem tomar remédios para tentar evitar a doença.

Prevenção
Alguns tipos de germes que causam meningite podem ser prevenidos por vacinação, como Haemophilus e Meningococo tipo A e C. A caxumba, o sarampo e a rubéola, entre outras, são doenças que podem causar meningite e também são prevenidas com vacinação. Além disto, vale ficar atento a algumas medidas:

  • lave as mãos com frequência;
  • evite contato com a saliva ou muco de uma pessoa infectada;
  • não compartilhe utensílios, xícaras e alimentos;
  • desinfete as superfícies comuns em banheiros e cozinhas com sabão e água quente ou um limpador doméstico a base de alvejante;
  • mantenha brinquedos separados e desinfetados regularmente;
  • evite picadas de mosquitos usando repelentes, calças compridas e camisas de mangas compridas.

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