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Microcefalia

O que é
Condição em que o bebê nasce com tamanho e peso do crânio menor do que o normal, podendo ocasionar comprometimento cognitivo e motor.

Causas
A falha no desenvolvimento ocorre principalmente no primeiro trimestre da gestação, quando o cérebro do bebê está sendo formado. O problema pode estar associado a fatores genéticos, externos (como abuso de álcool e drogas na gravidez) e também interferência de alguma infecção que a mãe tenha adquirido durante a gestação (exemplos: rubéola, toxoplamose e citomegalovírus).

Diagnóstico
É feito até 24 horas após o nascimento do recém-nascido, porém, a microcefalia também pode ser identificada ainda durante a gravidez, nos exames pré-natais.
Ela é confirmada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 33 cm – o esperado é que bebês tenham pelo menos 34 cm. Mas atenção: isso vale apenas para crianças nascidas com 9 meses de gravidez. No caso de prematuros, esses valores mudam e dependem da idade gestacional em que ocorre o parto.

Sequelas
Em 90% dos casos, ela vem associada a um atraso no desenvolvimento neurológico, psíquico e/ou motor. O tipo e o nível de gravidade variam caso a caso, e em alguns casos, a inteligência nem é afetada. Déficit cognitivo, visual ou auditivo e epilepsia são alguns problemas que podem aparecer também.

Tratamento
Não há um tratamento capaz de fazer com que a cabeça cresça a um tamanho normal, mas há opções capazes de diminuir o impacto associado com as deformidades e melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança com o acompanhamento por profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

Prevenção
Um bom acompanhamento pré-natal pode ajudar a diminuir o risco. A gestante também deve sempre procurar o médico se sentir sintomas de infecção, como febre, além de evitar o abuso de álcool e drogas ilícitas.

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