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Mioma uterino

O que é
Um tumor benigno (não canceroso) que se desenvolve na camada muscular do útero e acomete mulheres a partir de 25 anos.

Sintomas
Somente um quarto das mulheres portadoras de mioma desenvolve sintomas. Os principais são: sangramento menstrual prolongado e abundante (às vezes com eliminação de coágulos), anemia, cólicas menstruais intensas, sensação de peso no baixo ventre, vontade constante de urinar com sensação de pressão na bexiga, dor lombar, dor nas relações sexuais, pressão no intestino (com constipação), aumento do volume abdominal, abortamento e infertilidade.

Como tratar
Até pouco tempo, o único tratamento conhecido era a cirurgia, ou seja, a retirada total ou parcial do útero (histerectomia). Atualmente, existem técnicas vídeo-endoscópicas -como a embolização – que possibilitam a retirada exclusiva do mioma, desde que o tumor esteja localizado numa camada superficial do útero. Os miomas volumosos ou numerosos só são retirados, em sua grande parte, com a remoção também do útero.

A embolização
É a oclusão dos vasos que visa diminuir a vascularização de uma região. Hoje há diversas maneiras de ocluir um leito vascular e são aplicadas em várias patologias como traumatismo, fístulas artério-venosas, varizes esofágicas, úlceras gastroduodenais, pseudo-aneurismas, tumores hepáticos, renais, ósseos e metastáticos, má formação artério-venosas, varicocele, varizes pélvicas, hemoptise e sangramentos em geral, desde a cavidade nasal até o segmento colo retal.
A embolização é feita após uma avaliação do ginecologista e da realização de exames como ultrassom endovaginal (fornece medidas seguras do tamanho uterino e dimensões do mioma), localização sonográfica (guia a decisão sobre a indicação da histeroscopia, laparoscopia ou abordagem aberta para histerectomia, sendo também um dado crítico na avaliação do sucesso do tratamento intervencionista), ressonância nuclear magnética (importante para acompanhamento de tamanho e diminuição dos miomas e sua vascularização) e biópsia endometrial (pode ser relevante para estabelecer o diagnóstico diferencial da hemorragia uterina).
Se a biópsia ou o ultrassom revelar uma fonte potencial de sangramento sem relação com os miomas, a paciente não deverá ser submetida a embolização. Em algumas situações, a histerectomia representa uma opção aceitável ou até mesmo necessária na presença do mioma, sendo a mais importante a suspeita de degeneração sarcomatosa do mioma ou do endométrio e o carcinoma cervical ou ovariano.

A técnica
Comparada com a cirurgia, a embolização é muito mais simples e seus riscos bem menores. Após anestesia local ou bloqueio peridural, um pequeno furo é feito na virilha da paciente (por agulha especial) e por ele é introduzido um fino tubo (cateter) que é conduzido até a artéria uterina distal.
Estando o cateter lá posicionado, o médico injeta por este tubo micro-partículas (PVA ou Embosferas) que irão provocar a oclusão parcial dos vasos distais que nutrem a região do útero onde está o mioma e, com isso, o aporte de sangue diminui, ocorrendo uma redução considerável do tamanho do útero e, conseqüentemente, do mioma.
Todo o procedimento leva, em média, de 30 a 50 minutos de duração com internação de 24 a 48 horas, sendo que a mulher estará apta a retornar às suas atividades profissionais dentro de cinco a sete dias.

Vantagem
É uma alternativa para preservar o útero em situações em que a histerectomia torna-se uma cirurgia de riscos maiores de perda do útero como um todo.

Acompanhamento
Pós-embolização: o radiologista intervencionista monitora complicações inguinais do cateterismo ou reações medicamentosas da angiografia e faz uma avaliação das condições gerais da paciente depois do procedimento. O controle da dor é de grande importância nas horas que se seguem a embolização das artérias uterinas, sendo de responsabilidade do radiologista ou do ginecologista que acompanha o procedimento. Em todas as pacientes são administrados analgésicos endovenosos. Todas recebem alta com uma prescrição de analgésicos orais (narcóticos e antiinflamatórios não hormonais).
Pós-procedimento: envolve histórico e exame físico dentro de uma semana do procedimento e após seis semanas com o propósito de verificar sinais de infecção pélvica.
A longo prazo: assuntos importantes a se observar são sangramento, dor, alteração da menstruação ou outros sintomas. Geralmente, executa-se ultrassom ou ressonância nuclear magnética de seguimento com um mês e meio, três, seis e 12 meses, variando entre os radiologistas a fim de avaliar qualquer mudança no tamanho do útero ou aparecimento de miomas. Pode-se indicar a ressonância magnética para avaliar as várias camadas do útero e obter medidas precisas do tamanho uterino.

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