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Psoríase

O que é
Doença inflamatória da pele crônica, não contagiosa, ligada ao processo imunológico e que abala uma cadeia de genes. Pode até surgir na infância (15% dos casos), mas a incidência maior é antes dos 30 e após os 50 anos.

Causas
Além da genética, fatores psicológicos, estresse, exposição ao frio, uso de certos medicamentos e ingestão alcoólica podem estar envolvidos no aparecimento ou evolução da doença.

Sintomas
Lesões avermelhadas e descamativas que geralmente aparecem no couro cabeludo, nos cotovelos e joelhos.

Tipos
Tem vários tipos com intensidade leve, moderada (80% dos casos) e grave, são eles:
Psoríase Vulgar – avermelhado, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos;
Psoríase Invertida – lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras como couro cabeludo, joelhos e cotovelos;
Psoríase Gutata – pequenas lesões localizadas, em forma de gotas, associadas a processos infecciosos. Em geral aparecem no tronco, braços e coxas (colada aos ombros e quadris);
Psoríase Eritrodérmica – lesões generalizadas em 75% ou mais do corpo;
Psoríase Ungueal – depressões puntiformes ou manchas amareladas principalmente nas unhas das mãos;
Psoríase Artropática – surge de repente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações (como o joelho) e em cerca de 8% dos casos pode estar associada ao comprometimento articular;
Psoríase Postulosa – lesões com pus nos pés e nas mãos em grupos ou espalhadas pelo corpo;
Psoríase Palmo-plantar – fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.

Relação com o coração
O American College of Cardiology descobriu recentemente que a psoríase aumenta o risco de doenças cardiovasculares. O tipo moderada ou grave eleva em 24% o risco de a pessoa sofrer um infarto, em 45% de ter um AVC (acidente vascular cerebral) e em 51% a probabilidade de o doente ter arritmia.  Nos pacientes com a forma leve, os pesquisadores não encontraram aumento significativo do risco de infarto, mas constataram que o risco de sofrer um AVC é 19% maior e o de arritmias, 22% mais alto. Esses males surgem em decorrência da inflamação crônica, que pode modificar o processo vascular e alterar as paredes dos vasos sanguíneos, ou como efeito colateral dos medicamentos usados no tratamento da doença.

Diagnóstico
É geralmente clínico, mas pode ser confirmado por uma biópsia, que revelará um quadro bem característico.

Tratamento
É feito por uma junta médica – reumatologista, dermatologista, cardiologista,nutricionista e psicoterapeuta. Casos leves e moderados (cerca de 80%) podem ser controlados com o uso de medicação local, hidratação da pele, exposição ao sol ou banhos de ultravioleta A e B sob rigorosa orientação médica. Algumas pomadas à base de alcatrão já provaram sua eficácia no controle da doença, o incômodo é que sujam a roupa e apresentam cheiro forte, parecido com o da creolina. Medicamentos por via oral só são introduzidos nos casos mais graves de psoríase refratária.

Recomendações para os pacientes
– Hidrate muito bem a pele para evitar ressecamento excessivo;
– Passe um hidratante terapêutico antes de tomar sol;
– Evite ingerir bebidas alcoólicas;
– Evite o estresse;
– Não se isole;
– Visite regularmente a junta médica e siga à risca suas orientações para controlar as crises;
– Dê acompanhamento médico para tratar distúrbios hormonais e metabólicos.

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