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Rinite alérgica

O que é
Inflamação do revestimento interno do nariz. É decorrente de alergia a diferentes substâncias, na maior parte das vezes, de poeira doméstica (mistura de substâncias que engloba desde escamas de pele humana e pêlos de animais até restos de alimentos, estofamentos, fibras de Tecidos, bactérias, mofos e bolores) e ácaros (seres microscópicos que vivem neste ambiente e se alimentam destes restos). Apesar de assemelhar-se a um estado gripal, a rinite tem mecanismos e causas diferentes.

Sintomas
Os mais comuns são congestão nasal, coriza cristalina, espirros sucessivos e coceira no nariz, na garganta ou nos olhos. Pode ainda ser acompanhada de dores de cabeça, sensação de ouvido tapado e de alterações no olfato, paladar, audição e tosse.

Classificação
Pode ser aguda (quando tem duração de até três semanas) ou crônica (quando se prolonga por mais de 21 dias).

Diagnóstico
Se baseia na avaliação clínica e otorrinolaringológica do indivíduo, no levantamento de sua história, no conjunto de sintomas e nos resultados de exames complementares – como radiografia e tomografia computadorizada da rinofaringe (mostram a anatomia da região), citologia nasal (analisa as células da mucosa do nariz); bacteriológico (investiga a presença local de agentes bacterianos); rinoscopia (visualiza a cavidade nasal); rinomanometria (calcula a resistência nasal ao medir a relação entre fluxo aéreo e pressão intranasal); e testes de alergia (pesquisa de anticorpos inespecíficos e específicos contra alérgenos diversos).

Tratamento
É feito com o controle do ambiente (reduz o contato da pessoa com substâncias irritantes e /ou alérgenos), utilização de medicamentos (controlar os sintomas e a inflamação da mucosa nasal, os mais frequentes são os anti-histamínicos e os corticosteróides intranasais) e vacinas anti-alérgicas (diminui a sensibilidade do doente àquela substância ao qual ele é alérgico). A cirurgia é indicada apenas para a correção de alterações anatômicas (como o desvio de septo), a remoção de pólipos ou tumores e casos em que há aumento das conchas nasais.
Vale lembrar que cada caso deve ser avaliado individualmente para que a terapia prescrita seja adequada ao perfil do paciente

Complicações
Se ignorados, os sintomas se prolongam e o processo se complica. A frequente congestão nasal obriga a pessoa a respirar pela boca, o que provoca desconforto na garganta, voz anasalada, aumento de cáries, alteração do modo de engolir (deglutição atípica), comprometimento da posição dos dentes e da mordida, sono agitado e ronco.
Por falta de tratamento adequado, pode ainda evoluir para quadros mais graves como otites (inflamação dos ouvidos), sinusites (inflamação de cavidades existentes na face) e  aumento das adenóides (as famosas “carnes esponjosas”).

Prevenção
A prevenção tem um papel fundamental no controle dos sintomas, contribuindo para garantir a qualidade de vida do alérgico e também evitar novas manifestações.
– Retire de casa tapetes, carpetes, cortinas, bichos de pelúcia, livros e tudo que não for de uso constante. O quarto tem que ter o mínimo de coisas possível;
– Procure morar em locais onde os dormitórios sejam ensolarados e onde bata sol durante o dia.  Nesta hora é sempre bom deixar a janela aberta para arejar o ambiente;
– Nunca passe a vassoura, use somente pano úmido e/ou aspirador;
– Evite animais de estimação (cachorro, gato, pássaros). Se não houver outra opção, dê banhos semanais e evite, ao máximo, o contato direto e a circulação nos dormitórios. Dê ainda preferência àqueles que não soltam pêlo;
– Evite áreas de umidade ou mofo, pois elas podem ser a causa de todo o problema;
– Use edredon ao invés de cobertor;
– Não use roupas de lã. Prefira materiais sintéticos ou de algodão;
– Evite talcos e perfumes;
– Evite banhos extremamente quentes.
– Não fume e nem deixe que fumem dentro de casa.

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