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Síndrome do pânico

O que é
Freud (1856-1939), o fundador da psicanálise, nomeou-a como neurose de angústia. Do ponto de vista psiquiátrico, é um transtorno de ansiedade que se desenvolve principalmente em adultos jovens (faixa dos 25 anos) e tem como principal vítima as mulheres (dobro-triplo dos casos).  Trata-se de medo não de algo que está fora e sim em sentimentos e sensações internas.

Causas
Pode ser hereditário, ligado a outras doenças (como asma, depressão, fobias ou TOC) ou ao uso de determinadas substâncias químicas (maconha, cocaína e remédios para emagrecer).
Os estudos mais recentes apontam que a maior predisposição são pessoas excessivamente ansiosas e muito preocupadas com o próprio corpo.

Sintomas
Aparecem pelo menos quatro entre palpitação, taquicardia, suor excessivo, tremor, náusea, tontura, sensação de não conseguir respirar, medo de perder o controle e medo de morrer, ou ainda, diarréia, formigamento e calafrios. O mal-estar dura, em média, 20 minutos, com o pico de desconforto em torno do décimo minuto.
Na crise, hormônios (como cortisol e adrenalina) que aceleram o coração e aumentam o fluxo de sangue nos músculos deixando a pessoa pronta para uma resposta imediata, são disparados sem razão aparente. Depois, deixa sinais semelhantes à ressaca: dor de cabeça, aumento transitório da pressão arterial, taquicardia e exaustão. Os sintomas podem ser confundidos com hipertireoidismo, insuficiência cardíaca, hipertensão, labirintite, hipoglicemia e até epilepsia.

Diagnóstico
Demanda tempo e pesquisa. Após a primeira crise, a pessoa deve procurar um clínico geral  para afastar problemas orgânicos como alterações cardíacas ou na glândula tireóide. Feito isso, será direcionada a um psiquiatra e um terapeuta/ psicólogo.

Classificações
Pode ser um transtorno crônico (2 a 3% dos casos, quando após a primeira experiência, o paciente passa a temer um novo ataque de terror, isolando-se: não dirige, não fica sozinho, não sai de hospitais para checar a saúde) ou por meio de ataques isolados.

Complicações
A Síndrome do Pânico também aumenta o risco para depressão, suicídio, alcoolismo e uso de drogas ilícitas.

Tratamento
Psiquiatra (administrando antidepressivos e ansiolíticos) e terapeuta trabalham em conjunto para, na hora do pânico, estimular no doente o seguinte exercício: de acreditar que vai passar, mantendo a noção de que não irá morrer.

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