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Síndrome parkinsoniana

O que é
Doença neurológica, crônica e progressiva, sem causa conhecida, que atinge o sistema nervoso central e compromete os movimentos, principalmente, entre pessoas acima de dos 55 anos, com riscos ainda maior acima dos 70 anos.

Causa
A principal é a morte das células do cérebro, principalmente, no território chamado substância negra, responsável pela produção de dopamina – um neurotransmissor com múltiplas funções, entre elas, controlar os movimentos.

Sintomas
Trata-se de um complexo, que se define com a presença de quatro sinais cardinais, unilaterais nos primeiros anos e com quadro lento e gradual: tremor de repouso (aparece em cerca de 70% dos pacientes, afetando principalmente as mãos, mas pode ocorrer nas pernas, queixo), rigidez (enrijecimento muscular, principalmente, nas grandes juntas, e envolve todos os músculos), lentificação dos movimentos (dificuldade em realizá-los, podendo ser interrompidos ou realizados incompletamente e isso inclui o pensamento) e alteração do equilíbrio (em virtude de mudança de postura).

A observação de pelo dois deles já aponta para o diagnóstico da Síndrome parkinsoniana. Outros sinais não motores são seborréia (excesso da camada de gordura sobre a pele), sudorese excessiva na face, tontura, alteração de memória, depressão, insônia, hipotensão postural, ansiedade, dificuldade para engolir, aumento da saliva, dores, cansaço e perda de peso.

Tratamento
Pode ser medicamentoso, psicoterápico, cirúrgico em alguns casos e, entre as medidas para ampliar a qualidade de vida, entram em cena fisioterapia, fonoterapia, apoio psicológico, orientação nutricional e participação de atividades sociais (inclui o forte apoio da família em apoiar e amparar o paciente nos momentos difíceis).

As medicações são neuroprotetoras, visando evitar a diminuição progressiva de dopamina. O tratamento psicoterápico ocorre em função da depressão, perda de memória e do aparecimento de demências e pode incluir a prescrição de medicamentos antidepressivos e de outros psicotrópicos. O tratamento cirúrgico abrange a estereotaxia (lesão microscópica em uma região do cérebro para alívio dos sintomas) ou estimulação cerebral profunda (colocação de eletrodos para emitir sinais elétricos à região do cérebro responsável pelo controle dos sintomas motores).

Atenção
– Consulte o médico se perceber um ligeiro tremor nas mão, notar que sua letra diminuiu de tamanho (micrografia), observar perda da expressão facial e passar a piscar os olhos com menos frequência;
– Exerça atividades intelectuais (leia, ouça música, vá ao cinema/teatro, etc.);
– Pratique atividade física. Fazer exercícios físicos regularmente ajuda a manter a qualidade dos movimentos.

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