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Acidente vascular cerebral (AVC)

O que é
Também chamado de derrame, consiste na diminuição da função neurológica decorrente de um distúrbio na circulação do sangue no cérebro. Trata-se de um problema grave de saúde, sendo a primeira causa mundial de incapacidade e redução da qualidade de vida e a terceira causa de morte em todo o globo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tipos
Pode ser isquêmico (representa 80% dos casos; uma obstrução de uma artéria bloqueia o fluxo de sangue que deveria irrigar uma determinada região) ou hemorrágico (um vaso se rompe e o sangue extravasa alagando uma área da massa cinzenta). Nos dois tipos o resultado é o mesmo: as células da área afetada morrem, causando diversas seqüelas. Dependendo do local da lesão, pode provocar desde a morte da pessoa até paralisias, problemas de fala, de visão, de memória, entre outros. Um dos fatores determinantes para agravar ou amenizar as conseqüências é o tempo que transcorre entre o começo dos sintomas e o recebimento dos primeiros cuidados médicos. Afinal, quanto menos durar a falta de irrigação, menor será a perda de tecido cerebral.

AVC Isquêmico
Sintomas como dificuldades de falar ou de compreensão, perda da sensibilidade nos membros e do equilíbrio se desenrolam em poucos minutos e vão piorando ao longo das horas. A falta de irrigação no cérebro pode ter dado algum sinal de aviso semanas ou até meses antes, na forma de um “mini-ataque” no qual os sinais apareceram e sumiram de repente.

AVC Hemorrágico
Este tipo é mais grave e de pior prognóstico. Comum em jovens, pode vir acompanhado de uma forte dor de cabeça, náuseas e vômitos. Mas às vezes não dá nenhum sinal. Sabe-se que alguns hábitos como fumar, usar contraceptivos orais (principalmente os que têm muito estrógeno) e o abuso de álcool e drogas favorecem esse tipo de ataque.

Causas
O grupo mais vulnerável a um AVC engloba homens, com mais de 55 anos e histórico familiar da doença. Além disso, os fatores de risco são: pressão alta, cigarro, diabete, entupimento nas carótidas, problemas cardíacos, colesterol alto, sedentarismo e obesidade.

Sinais
Fique atento a estes sinais. Você deve correr para um hospital imediatamente à menor suspeita de: falta de sensibilidade ou fraqueza que surge de repente no rosto, no braço ou na perna, especialmente se for de um lado só do corpo;confusão repentina; problemas para falar ou entender o que os outros dizem; dificuldade de enxergar com um dos olhos; dificuldade de caminhar; tonturas; perda do equilíbrio ou da coordenação; e forte dor de cabeça que surge de repente, sem causa aparente.

Diagnóstico
Em geral o médico pede uma tomografia ou uma ressonância magnética do cérebro. Esses exames mostram com exatidão a dimensão, a causa, o local e a gravidade da lesão. Também é possível fazer exames das artérias para checar o fluxo sangüíneo.

Tratamento
Como as células cerebrais não se regeneram e, infelizmente, não há tratamento capaz de recuperá-las, o grande objetivo é restabelecer a circulação local quanto antes para evitar mais perda de tecido cerebral.
Para tratar o AVC isquêmico, podem ser usados medicamentos antitrombóticos que desfazem os coágulos e permitem a passagem do fluxo sangüíneo (mas para surtirem efeito, devem ser ingeridos, no máximo, três horas depois do início do ataque). No hemorrágico, por sua vez, os medicamentos são voltados a combater a inflamação decorrente do rompimento do vaso. Se o coágulo for muito grande, pode precisar de cirurgia para retirá-lo.
Além disso, a reabilitação é fundamental para a recuperação de um AVC. Ela deve começar ainda no hospital e se prolongar por tempo indeterminado. É ela que vai permitir reconquistar habilidades como falar, comer e até andar. Normalmente é feita por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, mas há programas que incluem até equitação e atividades na água. Paralelamente deve haver também um controle rigoroso dos fatores de risco.

Prevenção
É possível prevenir 80% dos AVCs. Basta adotar alguns controles: acompanhar a pressão arterial; verificar com um cardiologista a presença de fibrilação atrial; parar de fumar; beber com moderação; manter em níveis aceitáveis diabetes e  taxas de colesterol; exercitar-se regularmente; e consumir pouco sal.
Também vale visitar um cardiologista regularmente a partir dos 40 anos. Quem tem história familiar de doenças cardiovasculares precisa ficar ainda mais atento a esses fatores de risco, devendo começar o check-up cardiovascular mais cedo. Nesses casos o médico informará a periodicidade ideal de avaliação.

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