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Aneurisma intracraniano

O que é 
É uma dilatação localizada e permanente de um vaso sanguíneo intracraniano, isto é, que irriga o cérebro. Há dois tipos: sacular (maioria deles) e fusiforme.

Sintomas 
O aneurisma intracraniano pode ser assintomático e diagnosticado por acaso em exames de imagem realizados por outras causas. A manifestação mais temível é a ruptura que leva a um quadro conhecido por hemorragia subaracnóide. Nessa eventualidade, dependendo da quantidade de sangue extravasada, o quadro clínico varia desde uma cefaléia (dor de cabeça) até o coma ou a morte. Em algumas situações, dependendo da localização e do tamanho, pode produzir sintomas de compressão, simulando um tumor.

Causas 
Os fatores estruturais, ou seja, uma falha na estrutura do vaso sanguíneo na qual devido à atuação de fatores hemodinâmicos (hipertensão, por exemplo) ocorre à dilatação. O hábito de fumar também é considerado um fator desencadeante na formação do aneurisma intracraniano assim como componentes genéticos.

Incidência 
Acredita-se que a incidência no Brasil seja semelhante a dos EUA, em torno de 3 a 4% da população. Nas angiografias cerebrais realizadas por outros motivos a ocorrência chega a 1%. A incidência dessa doença pode ser resumida na frase de um autor chamado Weber: “Menos de 2% da população terá aneurisma intracraniano. Deles 1% rompem e 0,5% morrem”.

Diagnóstico
Quando o aneurisma é volumoso pode ser suspeitado a partir da tomografia computadorizada. A angioressonância ou angiotomografia detectam aneurismas menores, mas o padrão considerado ouro para o diagnóstico dessa doença é a angiografia cerebral, que é o cateterismo dos vasos cerebrais.

Tratamentos 
O objetivo de qualquer tratamento é excluir o aneurisma da circulação, evitando seu crescimento e, portanto, sua ruptura. O tratamento clássico é realizado por meio da craniotomia e a colocação de um clipe metálico na base do aneurisma (colo). Essa cirurgia é feita com auxílio de microscópio cirúrgico, permitindo ao neurocirurgião habilitado à dissecção dos vasos sanguíneos envolvidos para o posicionamento adequado do clipe.
O tratamento endovascular com espirais destacáveis também vem sendo indicado com freqüência. Consiste, com o auxílio da radioscopia e de microcateteres, em alcançar o saco aneurismático por dentro e depositar no seu interior as espirais de tamanhos e números variados com o intuito de excluir o aneurisma da circulação. Essa exclusão acontece mediante o preenchimento da cavidade com o máximo de espirais possíveis.

Pré-operatório e pós-operatório
Tanto o pré-operatório como o pós-operatório depende do quadro clínico inicial do doente. Se o aneurisma está íntegro e foi achado incidental tanto o pré-operatório como o pós-operatório apresenta em geral boa evolução, desde que a cirurgia convencional ou o tratamento endovascular não tenha tido intercorrências. Se a manifestação tiver sido a hemorragia subaracnóide, indicando a ruptura do aneurisma, a evolução estará ligada a quantidade de sangue extravasada e ao vasoespasmo (redução do calibre dos vasos que podem causar uma diminuição do afluxo de sangue para territórios nobres) causando, mesmo com o sucesso do tratamento, seqüelas mais ou menos graves.

Novos aneurismas
Quando bem clipado (operação convencional) ou bem embolizado (tratamento endovascular), o aneurisma não recidiva. Em algumas situações na qual por alguma razão não foi possível ocluir totalmente o aneurisma, o resíduo pode crescer e recidivar com os mesmos riscos do aneurisma inicial. Pelo fato do aneurisma surgir em função de um defeito da parede arterial, existe a possibilidade do aparecimento de aneurismas múltiplos, isto é, em locais diferentes daquele tratado.

Prevenção
A prevenção do aparecimento do aneurisma intracraniano não é possível. A prevenção contra a ruptura pode ser feita pelo diagnóstico precoce por meio de exames de imagem (angioressonância, angiotomografia ou angiografia) particularmente em indivíduos com antecedentes na família. Aneurisma muito pequeno (menor que 3mm) deve ser acompanhado pela angiografia anual no intuito de identificar seu crescimento. O controle da pressão arterial e do hábito de fumar também pode contribuir para estabilizar o tamanho do aneurisma.

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