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Doença oclusiva aortoilíaca

As artérias
A aorta é a principal artéria do corpo humano. Passa pelo pulmão esquerdo, diafragma, abdome, coluna vertebral e se ramifica nas artérias ilíacas direita e esquerda que nutrem as vísceras pélvicas e os membros inferiores.

O que é
Adoecimento das artérias ilíacas devido a estreitamentos ou obstruções, fazendo com que os membros inferiores não recebam a quantidade suficiente de sangue e oxigênio para a realização de suas atividades. Quanto maior ele for, pior o fluxo de sangue para os membros inferiores.

Causas
Isso ocorre ou por envelhecimento (pessoas acima de 70 anos) ou por processos inflamatórios (aterosclerose) que fecham a parede das artérias em razão de uma placa composta de substâncias como colesterol, cálcio e tecido fibroso. Encontram-se no grupo de risco: pessoas com antecedentes familiares que tiveram aterosclerose, infarto do coração e derrame (AVC),  fumantes, pessoas com colesterol alto, hipertensos e diabéticos.

Sintomas
Nos estágios iniciais o paciente apresenta claudicação intermitente, ou seja, sensação de dor, cansaço, peso, fraqueza ou até câimbra nos membros inferiores durante caminhada ou atividade física, desaparecendo quando o exercício é suspenso.
À medida que a doença avança, a dor se manifesta em distâncias curtas e, nos estágios mais avançados, até mesmo em repouso.
Outros sinais de agravamento são: ressecamento, descamação e rachadura (fissuras) da pele dos pés, perda dos pelos das pernas e pés, enfraquecimento das unhas dos pés, enfraquecimento dos músculos das pernas, diminuição da potência sexual, sensação de frio e dormência no membro inferior, ferimentos nos dedos dos pés, calcanhares ou na parte inferior da perna e gangrena ou morte do tecido (com risco de amputação).

Diagnóstico
Começa com uma entrevista pelo médico (incluindo aspectos como saúde geral, histórico de saúde familiar e sintomas), seguida pelo exame clínico com verificação da pulsação em várias partes do corpo, especialmente na aorta e nos membros inferiores, e finaliza com exames complementares como teste de marcha em esteira (mede a distância em que inicia a dor ao caminhar), índice de pressão tornozelo-braquial, ecografia vascular com Doppler e Angiotomografia computadorizada.

Tratamento
Depende da severidade, da presença ou não de sintomas e da saúde geral do paciente.
O tratamento clínico com medicações é indicado nos casos menos graves e deve ser combinado a mudanças no estilo de vida do doente (abandono do cigarro, perda de peso, prática de exercícios regulares e adoção de dieta equilibrada). Os pacientes diabéticos devem reforçar os cuidados com a saúde dos pés (melhor higienização e uso de calçados confortáveis) para evitar ferimentos que são difíceis de cicatrizar.
Já o tratamento cirúrgico recomenda-se para quem não respondeu bem aos medicamentos e para os casos mais graves. Ele pode ser de três tipos: cirurgia de ponte (by-pass) –  traça um novo caminho para o fluxo sanguíneo através de um enxerto que é conectado acima e abaixo da área bloqueada (é muito eficaz em grandes extensões comprometidas e o resultado satisfatório em longo prazo); endarterectomia –  é uma outra técnica de cirurgia convencional para remoção da placa de aterosclerose, sua indicação depende da localização e da extensão da obstrução arterial; e angioplastia com ou sem stent – cateter entra pela artéria da virilha e segue pelos vasos sanguíneos até a área bloqueada.Então um pequeno balão é inflado e desinflado para comprimir a placa de aterosclerose contra a parede da artéria, desobstruindo o vaso.
O procedimento também pode inserir na artéria uma pequena malha de metálica (stent) para mantê-la aberta.

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