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Dor nas pernas pode esconder graves problemas de saúde

As pernas doem e incomodam repentinamente? Este quadro pode ser desencadeado por vários motivos desde calor, permanência por muito tempo em pé e uso inadequado de um calçado até mesmo uma doença vascular. Quando a dor vem acompanhada de alterações de cor (vermelhidão ou palidez), temperatura (pernas  ficam mais frias) e aspecto (pele seca ou descamando) ou inchaços é sinal de que algo não vai bem.

No calor as veias dilatam e podem doer. O desconforto é solucionado com medidas simples como deixar os pés elevados durante a noite, sentar-se em uma postura adequada, com os braços bem apoiados e apoiar o calcanhar no chão, levantando e abaixando os pés alternadamente várias vezes ao dia (para quem fica muito tempo numa posição).

O salto alto também pode funcionar como vilão e ocasionar dor. Quem faz uso dele deve ficar sempre atenta a saúde das pernas e alongar as panturrilhas (batatas da perna). Agora se a dor toma conta da panturrilha durante a caminhada e passa quando a pessoa para ou descansa, mas volta com a atividade, pode ser sinal de uma doença vascular chamada claudicação intermitente. Presente em 5% das pessoas (na faixa dos 55 e 60 anos), ela é originada pela diminuição da circulação do sangue nas pernas em função do entupimento das artérias, geralmente por placas de gordura. Elas diminuem o diâmetro interno das artérias e a redução de sangue e oxigênio locais levam à dor.

O agravamento ocorre quando o indivíduo começa a sentir dor depois de percorrer distâncias cada vez menores, que passa ao descansar, ou quando surge durante o próprio descanso. Nos casos mais graves, a falta de sangue e de oxigênio é tão grande que partes da perna ou do pé podem gangrenar se a pessoa não for tratada adequadamente. A prescrição médica vai do uso de vaso-dilatadores, a medicamentos para combater colesterol, triglicérides e/ou diabetes ou desfragmentar coágulos até a cirurgia. Outra indicação é a caminhada (claro que, com a supervisão do médico, para ela cumprir seu papel de aumentar a capacidade de funcionamento do coração, dos pulmões e dos músculos da perna).

A dor na perna também pode ser sinal de doenças mais extensas como tromboangeíte obliterante (inflamação das artérias relacionada ao fumo), prejuízos na artéria poplítea (fica na parte posterior da perna na altura do joelho) por alteração congênita ou cistos ou má circulação em outras partes do corpo (como cérebro, coração e rins).

Para doenças leves a moderadas, dicas importantes são: parar de fumar, mexer-se sob a orientação profissional, controlar o colesterol (na prática, dieta com pouca gordura e rica em fibras), controlar o diabetes e a pressão alta (com dieta e/ou medicamento).

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