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Elefantíase

O que é
Uma doença do sistema linfático provocada pela obstrução dos canais linfáticos, que são minúsculos tubos por onde corre um líquido chamado linfa. Se a linfa não circula, ocorre a formação do edema.

Causas
Muitas pessoas podem nascer com problemas nestes vasos linfáticos e, se não for tratado, ao longo dos anos aparece o inchaço. A outra forma de contato são as picadas de mosquitos de regiões tropicais e subtropicais portadores e transmissores de parasitas (Wuchereria bancrofti e Brugia malayi, comumente conhecidos como filaria) que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema.

Sintomas
Podem ocorrer febre, calafrios, tosse, asma e fadiga com ou sem inflamação de vasos linfáticos ou gânglios e reações inflamatórias das extremidades inferiores e genitais. Após alguns anos de acúmulo da linfa, há a inflamação e a obstrução dos vasos linfáticos, implicando no acúmulo de líquido, engrossamento e hipertrofia dos tecidos afetados. Os vasos linfáticos alargados pela linfa retida, por vezes arrebentam, complicando a drenagem da linfa ainda mais.

Tipos
– Elefantíase das pernas: o edema começa no dorso do pé e chega até o joelho, mas dificilmente chega aos quadris. Apresenta a pele muito grossa, com muita fibrose e superfície enrugada, fato que lembra a pele do elefante. A ulceração é frequente no tecido danificado.
– Elefantíase do saco escrotal e do pênis: é uma das manifestações mais comuns, com grande crescimento destas partes, devido à anatomia dos órgãos.
– Elefantíase de braços, mamas ou vulva: são zonas mais raramente afetadas com mudanças na pele semelhantes às das pernas.

Diagnóstico
É feito mediante quadro clinico e observação microscópica de bactérias e parasitas em amostras de sangue.

Tratamento
O edema linfático é tratado com drenagem linfática manual, cuidados da pele, compressão e exercícios específicos (mobilização das articulações e músculos, iniciando no ombro e quadril, progredindo para as porções distais dos membros). Já para combater a filariose pode ser usado quimioterápico antifilarial, o dietilcarbamazina (DEC).

Prevenção
A picada do vetor pode ser prevenida com a proteção dos pés (mantenha-os sempre limpos e evite frieiras entre os dedos), a utilização de mosquiteiros e repelentes e o descarte adequado de pneus, latas e outros recipientes nos quais pode haver acúmulo de água.

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