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Estenose da artéria basilar

O que é
Incomum e mais presente em homens idosos, a estenose surge quando uma placa aterosclerótica ou coágulo sanguíneo obstrui parcial ou totalmente a passagem do sangue na artéria basilar (a mais importante que circula na parte posterior do cérebro).

Sintomas
Pode provocar sintomas transitórios e intermitentes, simulando quadros de labirintite, ou levar a um Acidente Vascular Cerebral isquêmico estabelecido, com sequelas neurológicas que podem ser leves ou mais graves. Esses sinais dependem do ramo acometido.
Mas a pessoa frequentemente manifesta sintomas de alerta, intermitentes, dias ou semanas antes da instalação dos déficits em um quadro agudo de estenose basilar, entre eles, dificuldades motoras (geralmente em um lado do corpo), fraqueza dos músculos da face, alteração na articulação das palavras, vertigem/tonturas, náuseas e vômitos, dor de cabeça, alteração visual (embaçamento até estrabismos e visão dupla), alteração repentina no ritmo de andar (e, às vezes, dificuldade para ficar em pé) e muito sono.

Diagnóstico
O médico pode pedir exames neurológicos não invasivos, como Doppler transcraniano (ultrassom que marca velocidade no fluxo sanguíneo local), angiotomografia, angiorressonância ou angiografia cerebral (revelam a anatomia dos vasos, auxiliando na detecção precoce, na definição de graus de comprometimento e no acompanhamento do paciente).

Tratamento
Na fase aguda de um AVC isquêmico ou ataque isquêmico transitório (AIT) por causa de uma estenose basilar, a equipe médica pode administrar antiagregantes plaquetários (aspirina, clopidogrel ou associação destes dois) para a prevenção de novos eventos isquêmicos. Quando há trombose da artéria basilar, a pessoa tende a ficar em coma recebendo terapia com trombolíticos ou trombectomia mecânica.
Em situações nas quais os pacientes chegam ao hospital com poucas horas do início dos sintomas, eles passam por avaliação de exames de imagens e pode ser feito o tratamento trombolítico endovenoso na tentativa de recanalizar a artéria obstruída. Existe a possibilidade ainda de necessidade de uso de anticoagulantes, principalmente quando os doentes apresentam piora ou vários episódios intermitentes de piora e melhora.
O tratamento cirúrgico pode ser indicado quando há estenose severa das artérias vertebrais sintomáticas, sem outra lesão acessível por via extracraniana; estenose sintomática das artérias vertebrais cujos sintomas não melhoram após a correção das lesões carotídeas; estenose sintomática das artérias vertebrais e oclusão das carótidas; embolização cerebelar.
Além disso, o controle otimizado dos fatores de risco cardiovasculares associados à estenose da artéria basilar, quando de causa aterosclerótica (controle de doenças como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias) também deve ser priorizado.

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