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Insuficiência vascular periférica

O que é

A insuficiência vascular periférica é causada por uma obstrução das artérias dos membros, impedindo a chegada do sangue em quantidade suficiente para oxigenar os músculos, os ossos e a pele. A incidência da doença é de 30% na população em geral, sendo que em dois terços não apresenta sintomas. É rara até a meia idade, quando aumenta dramaticamente.

Causas

A obstrução arterial é causada pela aterosclerose (deposição de placas de gordura calcificadas ou não) que à medida que aumenta acaba provocando entupimento e tromboses (formação de grandes coágulos) que atuam como verdadeiras rolhas. Também está relacionada ao tabagismo, sedentarismo, diabetes e dislipemias (altos níveis de colesterol e triglicérides).

Sintomas

Geralmente inicia com dor ou câimbras na barriga da perna ao caminhar/ correr ou ficar em repouso em dias frios, podendo torna-se contínua com diminuição da temperatura e palidez dos membros. Outros sinais característicos são o escurecimento da pele e a formação de feridas e infecções que são difíceis de tratar e cicatrizar.

Diagnóstico

É feito com base no exame clínico – o médico observa a diferença de temperatura entre os dois membros e/ou a diminuição/ausência dos pulsos arteriais do membro afetado – e confirmado por meio de uma angiografia.

Tratamento

– Da doença de base: a aterosclerose: controle rigoroso dos níveis sanguíneos de colesterol e do diabetes, interrupção do fumo e controle da hipertensão arterial.

– Da insuficiência vascular: exercícios para estimular a formação de vasos colaterais, medicações vasodilatadoras e anti trombóticas e medidas de proteção do membro afetado e prevenção de traumas. Uma medida sempre contra indicada é aplicação de bolsa de água ou compressas mornas em pés com deficiência circulatória, visto que o calor pode acelerar o processo de gangrena, levando à amputação cirúrgica. Deve-se somente enrolar o membro com material acolchoado, sem comprimi-lo.

– Cirúrgico: são realizadas pontes feitas de tubos artificiais que levam sangue da artéria antes das lesões até o fim da obstrução. A cirurgia é restrita a casos graves, com incapacitação, dor nos pequenos esforços ou em pacientes com tendência à amputação de membros.

Outra alternativa é a angioplastia com implante de “stent” em pacientes de alto risco. Em casos raros só mesmo a amputação resta diante de insuficiência vascular, lesões em artérias muito finas ou lesões difusas e com gangrena.

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