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Malformação arteriovenosa

O que é
A malformação arteriovenosa se caracteriza pela alteração na formação dos vasos sanguíneos, que podem se apresentar clinicamente de forma variada, em diversas regiões do corpo e em diferentes idades. Assim, o problema é que ocorre comunicação direta da artéria com a veia, sem suporte de uma rede de capilares agindo como “amortecedor”.

Causas
Ainda não são claras, tanto quando ocorre durante o desenvolvimento na vida embrionária (geralmente a partir da sétima semana da vida do embrião) quanto nos relatos de transformação após o nascimento.

Mecanismos
A composição é de uma porção central (geralmente é essa parte que se rompe) e de veias nutridoras e de drenagem. Em boa parte dos casos, essa concentração ocorre dentro do cérebro e o tecido cerebral no entorno apresenta-se atrofiado e com sinais de hemorragias antigas.

Complicações
As artérias podem levar a uma hemorragia e formar outros represamentos (aneurismas) que também podem sangrar. Já as veias podem produzir varizes venosas (dilatações) em localizações atípicas que também podem sangrar. Outro risco acentuado é que para irrigar a parte doente, a área afetada “rouba” fluxo de algum outro local e isso pode levar a uma isquemia.

Sintomas
Os sinais de malformação arteriovenosa não tendem a se manifestar nos primeiros anos de vida, no entanto, evoluem ao longo do tempo e não costumam regredir espontaneamente.
De acordo com a região em que se instalam, as malformações podem se manifestar por dores de cabeça, crises convulsivas ou perda da força de um dos lados do corpo. Abalos no cérebro ainda provocam perda de visão ou déficit motor. Em outras regiões, os sintomas podem ser de dor, inchaço, sangramentos, entre diversos outros.

Diagnóstico
O médico pode verificar em exames de rotina para investigação de outras doenças ou suspeitar da hemorragia cerebral e pedir para aprofundar os estudos.
Como recursos disponíveis, estão a tomografia, a ressonância (que revela não só a lesão, mas fatores associados) e a angiografia (avalia a hemodinâmica, ou seja, os sinais de perigo para uma hemorragia).

Tratamento
Quando há sangramento, é necessário tratar isoladamente ou com técnicas combinadas. Já para o grupo que não sangrou, o médico pode usar técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão) e/ou acompanhar e controlar os sintomas – crises convulsivas (com medicação anticonvulsivante) e dor de cabeça (analgésicos).
A malformação arteriovenosa de fluxo grande costuma ser tratada por embolização endovascular. Minimamente invasiva (ou seja, realizada sob anestesia local e sem cortes), por um furo pela virilha, o cirurgião endovascular leva cateteres até a artéria que nutre a malformação e injeta nela substâncias ou materiais para oclui-la, visando que ela se degenere, diminua de tamanho e alivie os sintomas ao paciente.

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