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Mitos e verdades sobre o AVC

O Acidente Vascular Cerebral – interrupção de circulação sanguínea no cérebro devido à obstrução de artéria – é uma das doenças que mais mata. A seguir, vamos mencionar o que é mito e o que é verdade sobre esse grave problema de saúde.

Existem diferentes tipos de AVC.
VERDADE. Existem dois tipos: o hemorrágico (ocorre devido ao rompimento de um vaso intracraniano, causando uma hemorragia cerebral) e o isquêmico (acontece em função do entupimento de uma artéria que leva o sangue para nutrir o cérebro e, quando não tratada a tempo, pode ser irreversível).

Diversos fatores podem causar AVC.
VERDADE. No AVC hemorrágico as principais causas são hipertensão arterial, aneurismas e malformações arteriovenosas. Nos isquêmicos são êmbolos (coágulos) – originados do coração ou das artérias que levam o sangue ao cérebro, como as carótidas e as artérias vertebrais – capazes de obstruir a circulação em determinada área.

O AVC não apresenta sintomas.
MITO. O AVC hemorrágico provoca dor de cabeça de início súbito e muito forte, podendo manifestar náuseas, vômitos, perda de força, dormência em um lado do corpo ou até desmaio. Já no isquêmico, os principais sinais são perda de força ou dormência em um lado do corpo, alterações na fala, visão dupla, dificuldade no equilíbrio ou boca torta.

O indivíduo deve ser socorrido imediatamente.
VERDADE. Os médicos recomendam que a pessoa seja levada prontamente ao hospital para diagnosticar e tratar a doença.

O tempo de socorro não influencia no tratamento.
MITO. O tempo é essencial, pois o rápido atendimento pode prevenir a lesão permanente da área do cérebro afetada e diminuir a chance de sequelas e morte.

Apenas idosos podem ter derrame.
MITO. Qualquer adulto pode ter a doença e está cada vez mais frequente em indivíduos com menos de 40 anos.

A genética pode ser uma causa do AVC.
VERDADE. Assim como nos casos de infartos cardíacos, a chance de uma pessoa ter um AVC quando há casos na família é maior. Por isso, o paciente deve ser acompanhado preventivamente e com mais cuidado.

Pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, estão mais propensos a ter um AVC.
VERDADE. As doenças crônicas, mesmo controladas, ao longo do tempo causam lesões vasculares que progressivamente obstruem ou fragilizam os vasos. Nesses casos, o paciente deve ter acompanhamento médico regular e realizar exames preventivos.

Em todos os casos de AVC são necessários procedimentos cirúrgicos.
MITO. As cirurgias são indicadas em alguns casos de AVC isquêmico, quando a área cerebral afetada possui extensos coágulos e não é possível fazer a desobstrução da artéria, quando há uma hemorragia extensa e que o sangue precisa ser drenado ou em alguns casos de aneurismas nos quais o tratamento endovascular (cateterismo) não seja indicado.

Após alta hospitalar, a pessoa que teve AVC pode voltar a sua rotina.
VERDADE. Após a alta hospitalar, caso não ocorram sequelas e o tratamento tenha sido um sucesso, a pessoa pode retomar sua vida cotidiana. Porém, vale ressaltar que o paciente deve manter o acompanhamento médico para controle dos fatores de risco.

O AVC não deixa sequelas.
MITO. Caso o paciente seja atendido dentro das primeiras seis horas após o início dos sintomas, as chances de sequelas caem significativamente, embora não possam ser excluídas. As principais sequelas são fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala e equilíbrio, sendo variável o grau de regressão após a reabilitação.

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