clinicabessaago21
clinicabessaago21

Retinoblastoma

O que é
Tumor ocular mais comum na infância que, com diagnóstico precoce, tem cura em 100% dos casos. Mas se não observado, pode causar cegueira e até levar a criança à morte.

Tipos
Pode ser classificado como esporádico ou hereditário. Na forma esporádica, o tumor é unilateral (afeta um olho apenas) e corresponde a 60-70% dos casos. Na forma hereditária, o tumor pode ser unilateral, correspondendo a 15% dos casos, ou bilateral (os dois olhos são afetados), responsável por 25% dos casos.

Causa
O retinoblastoma é causado por mutações em determinados genes. O mais importante é o gene supressor de tumor RB1, que produz a proteína pRb, responsável por ajudar as células a desacelerarem o crescimento. Cada célula tem normalmente dois genes RB1. Enquanto uma célula da retina tem pelo menos um gene RB1 que funciona como deveria, não vai formar um retinoblastoma. Mas, quando ambos os genes RB1 são mutantes ou ausentes, uma célula pode crescer sem controle, levando a outras alterações genéticas, que por sua vez podem tornar as células cancerígenas.

Sintomas
Quando a doença já está instalada por muito tempo, o retinoblastoma aparece em fotos com flash (razão pela qual essa característica é chamada de reflexo do olho do gato), caracterizado por uma mancha branca na pupila quando ela é exposta à luz. Neste estágio, as chances de cura são menores. A criança pode ter fotofobia (sensibilidade exagerada à lux) ou estrabismo (olhar vesgo), sentir dores (se acometer os ossos) e ter dor de cabeça ou vômitos (se abalar o sistema nervoso).

Diagnóstico
Os médicos orientam o teste do olhinho periodicamente, uma vez que a doença é mais comum do recém-nascido aos 5 anos. O exame é simples e levanta a suspeita da existência do tumor, algo a ser confirmado por um oftalmologista por meio do exame de fundo de olho.

Tratamento
O padrão é a retirada do olho (enucleação), mas o Brasil já dispõe gratuitamente de tratamento similar aos Estados Unidos (Centro de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma, Itaquera, Zona Leste de São Paulo), que usa uma técnica chamada de quimioterapia dentro do globo ocular, na artéria oftálmica, na qual um cateter vai da artéria femoral até o olho da criança. A dose de quimioterapia usada é menor do que protocolo via sistêmica.

Conhecimento é saúde! Compartilhe.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest