clinicabessaago21
clinicabessaago21

Tratamento de veias perfurantes

O que é Ligadura Subfascial Endoscópica de Veias Perfurantes Insuficientes?
Um método menos invasivo e com menor morbidade surgido na Alemanha em meados de 1994 para substituir as técnicas utilizadas para o tratamento das veias perfurantes insuficientes.
Para que possamos entendê-lo é necessário saber que a anatomia venosa dos membros inferiores é composta por três sistemas: o sistema venoso profundo (visível apenas por aparelhos), o sistema venoso superficial (localizado logo abaixo da pele onde se desenvolvem as varizes) e o sistema comunicante ou veias perfurantes (perfuram a fascia muscular e comunicam o sistema venoso profundo com o superficial).
E mais: o sentido do fluxo venoso é sempre cranial (dos pés para o coração) e o das veias perfurantes ocorre de fora para dentro (o sangue circula nas veias superficiais e ao encontrar uma veia perfurante se direciona para o sistema profundo e então segue em sentido ao coração).

Por que as veias perfurantes adoecem?
Assim como as varizes, quando as veias perfurantes se dilatam, invertem o sentido do fluxo sanguíneo, levando à hipertensão venosa. Este mal vem acompanhado de dor, inchaço, coceira, alterações de pele e feridas (úlceras), podendo desencadear a insuficiência venosa crônica (IVC) que é uma das maiores causas de afastamento do trabalho.
Cerca de 50% da população mundial apresenta a doença, seja na sua forma mais leve (varizes reticulares e telangiectasias) ou na forma mais severa (alterações de pele como hiperpigmentação, lipodermatosclerose, eczema de estase e úlcera venosa). Um fato grave é que aproximadamente 2% da população mundial apresenta a forma mais grave de IVC.

Diagnóstico
É realizado pelo duplex scan (doppler ultrassom) ou a flebografia do membro inferior.

Como tratar as veias perfurantes?
Quando um indivíduo apresenta varizes associadas às veias perfurantes insuficientes, não basta apenas retirar estas varizes, é necessário retirar ou desconectar estas perfurantes. Nas cirurgias convencionais isto normalmente é feito por pequenas incisões. Há casos também em que estas veias permanecem e o que se vê é a continuidade do incômodo ou o retorno das varizes (recidiva).
É importante saber que os casos mais graves de varizes dos membros inferiores estão associados à presença destas veias perfurantes. Quando isso acontece, a técnica LEVPI deve entrar em cena, pois assegura à equipe ter a causa da doença tratada, permitindo ao cirurgião chegar até a área cirúrgica por via indireta, preservando a região doente (eczema, fibrose, úlceras) de traumas diretos.

Indicação da LEVPI
Ela não substitui a técnica convencional, ou seja, é um método auxiliar utilizado quando o método anterior não obteve sucesso, se o médico entender que a dificuldade de acesso dificilmente permitirá a desconexão da veia perfurante por abordagem direta e nos casos em que o paciente tem apenas veias perfurantes insuficientes sem associação com varizes.

Vantagens da LEVPI
Quando comparada às outras técnicas para o tratamento das veias perfurantes em pacientes com hipertensão venosa de longa data é um método menos invasivo e de melhor resultado estético.

Mais informações sobre a LEVPI 
Depende de aparelhagem moderna para adentrar o interior da perna (espaço subfascial, entre o músculo e a gordura) por pequenas incisões que permitem acessar estas veias sem manter contato direto com a região doente.
Os materiais usados são semelhantes ao das videocirurgias abdominais. Por meio de dois pequenos orifícios (logo abaixo do joelho, um na face medial da perna) são introduzidas uma câmera de vídeo e uma pinça ou tesoura. Sob visão indireta (tela de vídeo) observa-se a veia doente e ela é desconectada com clipes metálicos.
O procedimento é feito em regime hospitalar, sob bloqueio anestésico intradural (raqui ou peridural) e sedação. Dura aproximadamente uma hora e o paciente tem alta no mesmo dia e se recupera entre uma e três semanas.

Dr. Aécio R. Dias P. F° – CRM 88377
Especialista em Angiologia e Cirurgião Vascular pela SBACV e MEC, assistente colaborador da Universidade Federal de São Paulo-Escola Paulista Medicina e mestrando em Cirurgia Vascular pela UNIFESP.

Conhecimento é saúde! Compartilhe.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest